CIP aplaude presença de Passos na concertação social mas lamenta “surdez”
O presidente da Confederação da Indústria de Portugal (CIP/CEP), António Saraiva, mostrou-se satisfeito com a presença do primeiro-ministro no encontro de concertação social para discutir o Orçamento do Estado para 2014. Contudo, a falta de recepção do Governo para novas propostas não agradou à estrutura empresarial.
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“Lamentamos alguma surdez [de Passos Coelho] para o conjunto de medidas apresentadas”, declarou António Saraiva à saída do encontro de cerca de quatro horas com o primeiro-ministro e também com o ministro da Economia, Pires de Lima, e do Emprego, Mota Soares, no Conselho Económico e Social (CES), em Lisboa.
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O presidente da CIP disse aos jornalistas, em declarações transmitidas pelas televisões, que o Governo não se mostrou muito disponível para acatar as sugestões dos parceiros sociais, sendo que o CIP propôs, por exemplo, o pagamento atempado por parte do Estado às empresas.
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“Não senti, da parte do Governo, muita abertura para rectificar”, afirmou António Saraiva, para mais tarde acrescentar que não sentiu, igualmente, “disponibilidade para reflectir essas propostas”.
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António Saraiva, por outro lado, sublinhou o elemento positivo deste conselho económico e social: o facto de contar com a presença do primeiro-ministro. “Esta reunião foi o início de uma prática nova que registamos com agrado. Deveria ter sido feito mais cedo”.
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Esta quarta-feira, 13 de Novembro, realizou-se uma reunião entre Passos Coelho e os parceiros sociais para se discutir o Orçamento do Estado para o próximo ano, naquele que será o primeiro encontro do género. Além da CGTP, também a UGT se reuniu. Os responsáveis da Confederação do Comercio e Serviços (CCP) e da Confederação da Indústria de Portugal (CIP/CEP) também foram recebidos pelo Governo.
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