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Caldeira Cabral diz que contas públicas "estão no bom caminho"

O ministro da Economia disse esta sexta-feira que o défice de 2,8% no primeiro semestre significa que "as contas públicas estão no bom caminho", destacando a redução de 1,8 pontos percentuais em relação ao período homólogo de 2015. 

Manuel Caldeira Cabral - Economia: O ministro da Economia tem sido criticado como um dos mais apagados da equipa de Costa, mesmo tendo contribuído para o programa do PS, dado a cara pelo Plano 100 (para canalizar dinheiro para as empresas), ter ido a feiras internacionais de têxtil e calçado, ter a importante pasta do Turismo ou se ter envolvido até na recente polémica entre Uber e taxistas. Ninguém se lembra dele, em primeiro lugar, como ministro; e não repete a simpatia habitual com os titulares desta pasta, sendo mais escolhido como o pior (2,1%) do que como o melhor (0,9%) governante.
Bruno simão
Lusa 23 de Setembro de 2016 às 18:50
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"Estamos a falar de uma descida de 1,8 pontos percentuais, que é maior do que a necessária para o ano, que é de cerca de um ponto percentual, e que mostra que as contas públicas estão no bom caminho, que o Governo está a conseguir reduzir o défice, quer pela redução da despesa, quer por contenção grande dos gastos que está a fazer", comentou Manuel Caldeira Cabral, em declarações aos jornalistas.

 

Falando em Vizela, onde hoje visitou uma empresa de têxtil-lar e outra de calçado, o ministro acrescentou que o resultado do primeiro semestre assegura, "com confiança", que Portugal vai ter "um défice próximo" daquele que o Governo previu e que "está dentro daquilo que a União Europeia está a exigir" ao país.

 

Segundo o INE, o défice das administrações públicas foi de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano, uma diminuição face aos 4,6% registados no período homólogo.

 

Apesar da redução homóloga verificada, o valor do défice até Junho, de 2,8% do PIB, está acima da meta do Governo para este ano, que é 2,2%, e está também ligeiramente acima da estimativa apresentada pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), cujo valor central era de 2,7% de défice na primeira metade do ano.

 

O ministro da Economia previu hoje que o défice em 2016 "estará certamente e com confiança abaixo dos 3% desse limite", o que permitirá ao país "passar de uma situação de incumprimento para uma situação de cumprimento".

 

Assinalando que os dados hoje revelados pelo INE são uma boa notícia para os portugueses", acrescentou que são "uma boa notícia para Portugal se afirmar como um país de confiança, para ganhar confiança nos mercados internacionais e para dar confiança também aos investidores". "Um país com as contas públicas consolidadas pode, de facto, ter a estabilidade de que precisa e que é importante dar a quem quer investir em Portugal", vincou.

 

O ministro chamou ainda à atenção para os dados revelados sobre "um aumento no primeiro semestre do investimento empresarial de 7,7%", o que mostra, prosseguiu, "que as empresas, de facto, estão a aumentar o investimento, que há uma confiança grande para investir em Portugal".

 

Aos jornalistas, Manuel Caldeira Cabral assinalou, por outro lado, que o "investimento estrangeiro, também no primeiro semestre, aumentou face ao ano passado em sectores como a indústria e o imobiliário". "Temos várias áreas em que se vê uma confiança grande e foi essa confiança que aqui em Vizela encontrei nesta fábrica", concluiu.

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