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Receita fiscal em Janeiro caiu 5,2% face a 2014

Os cofres públicos arrecadaram 2.806 milhões de euros, uma redução face ao valor de 2014, que o ministério das Finanças justifica com factores "excepcionais".

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios negocios@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2015 às 17:19
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Os cofres do Estado arrecadaram menos dinheiro de impostos em Janeiro deste ano do que no ano passado, mas o ministério das Finanças garante que se trata apenas de um efeito passageiro, revelou esta quarta-feira, 25 de Fevereiro, o Ministério das Finanças.

 

"Em Janeiro de 2015, a receita fiscal líquida do Estado situou-se em 2.806 milhões de euros, o que corresponde ao terceiro valor mais elevado cobrado num mês de Janeiro. Este resultado representa, no entanto, uma variação de -5,2% face à receita arrecadada no mês de janeiro de 2014, mês em que a receita fiscal cobrada foi a mais elevada de sempre num mês de

Janeiro", lê-se numa nota enviada à imprensa.

 

Segundo o Ministério das Finanças "esta variação é explicada por factores excepcionais ocorridos em Janeiro de 2014 e que afectam a comparabilidade entre os dois meses, designadamente em sede de IRS, IRC e Imposto sobre o Tabaco", avança o gabinete de Maria Luís Albuquerque, que acrescenta que "estes efeitos excepcionais deverão ser compensados nas execuções orçamentais dos próximos meses" e adianta que "a receita fiscal de Janeiro de 2015 regista crescimentos sólidos do IVA (+5,0%), do ISP (+9,3%), do ISV (+32,5%) e do IUC (+9,0%)".

 

Na informação enviada à imprensa, o Ministério das Finanças destaca que "a receita líquida em sede de IRS teve uma variação de -5,5% face ao ano anterior, em resultado do efeito excepcional associado ao pagamento do subsídio de férias dos pensionistas inscritos no regime da Segurança Social". É que "no ano de 2013, ocorreu excepcionalmente em Dezembro, tendo reflexos nas retenções na fonte entregues em Janeiro de 2014, o que afecta a comparabilidade com as retenções na fonte entregues em janeiro de 2015".

 

Pela positiva, o governo aponta que "a receita líquida acumulada em sede de IVA cresceu 5,0%, tendo aumentado 52 milhões de euros face a Janeiro de 2014", o que explica por efeito da recuperação económica e do combate à fraude.

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