Retroativos de 1% na Função Pública não terão retenção na fonte
Os retroativos dos aumentos de 1% na Função Pública, correspondentes aos meses de janeiro a abril, que serão pagos em maio, não terão retenção na fonte, segundo clarificou esta quarta-feira o Governo à Fesap.
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"Foi-nos dito e está no projeto de diploma que de janeiro a abril não haverá retenção na fonte para os trabalhadores que beneficiam do aumento de 1%", disse José Abraão.
"Haverá em maio as novas tabelas que irão vigorar dois meses, maio e junho, e em julho entrará em vigor outro modelo".
A ideia é que "o aumento de 1% não se traduza numa redução do salário" líquido mensal.
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Antes, Cristina Torres, da Frente Comum, tinha já dito aos jornalistas que o Governo não evoluiu na sua proposta sobre aumentos salariais intercalares. "O Governo não aumenta os salários dos trabalhadores de forma a responder às necessidades que os trabalhadores sentem porque não quer", disse.
Os aumentos já aplicados foram de 52 euros na maioria dos casos e de 2% para remunerações acima dos 2.600 euros.
O objetivo é que em maio os salários de 730 mil trabalhadores tenham aumentos adicionais de 1%, e de mais 80 cêntimos no valor do subsídio de refeição.
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Os aumentos continuam a ser mais alto para pessoas com salários mais baixos. Nas contas do Governo, em pouco mais de um terço dos casos (35%) serão com este reforço de 8%, acima da inflação média de doze meses do ano passado.
Outras estatísticas do Governo acrescentam agora que, considerando ainda a valorização adicional das carreiras gerais, 380 mil trabalhadores, mais de metade do total, têm um aumento de 100 euros.
José Abraão voltou a chamar a atenção para o facto de alguns trabalhadores com contrato de trabablho em Funções Públicas não estarem a receber os aumentos relativos à valorização das carreiras gerais (que acrescem aos aumentos transversais), citando os casos dos hospitais Amadora-Sintra, Beatriz Ângelo e de Vila Franca.
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Notícia atualizada às 19:07 com mais informação.
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