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Cerca de 600 trabalhadores da Segurança Social vão ganhar mais por mudarem de carreira

Os funcionários vão passar a ganhar mais porque, depois de terem obtido uma nova qualificação, o Instituto da Segurança Social os autoriza a passar para uma nova carreira. Em causa estão mais de 620 trabalhadores, de acordo com o Sintap.

Carlos Manuel Martins
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São mais de 620 os trabalhadores que o Instituto da Segurança Social autorizou a mudarem de carreira, através de mobilidade, passando na maioria dos casos a ganhar mais. A medida anunciada em Junho pelo Instituto da Segurança Social produz efeitos a partir desta quinta-feira, 1 de Setembro.


A informação, que foi anunciada em Junho, altura em que o Instituto apontava para 581 pessoas, foi esta quinta-feira precisada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (o Sintap, da UGT), em comunicado.

 

"Esta é uma medida que o SINTAP considera muito positiva, uma vez que representa uma inversão na política de recursos humanos seguida no passado pelo Ministério do Trabalho, que evidencia deste modo uma aposta clara na valorização e reconhecimento dos trabalhadores que investem na sua formação".

O procedimento vai permitir que cerca de 450 trabalhadores que estavam nas carreiras de assistente técnico e de assistente operacional, e que entretanto tiraram uma licenciatura, passem para a carreira de técnico superior.

Estão também em causa 170 assistentes operacionais que, por terem completado o 12º ano, passam para a carreira de assistente técnico.

Os ajustamentos salariais podem depender de caso para caso, porque há várias posições remuneratórias dentro das carreiras. Um assistente operacional pode ganhar entre o salário mínimo e 1047 euros. Um assistente técnico ganha entre 683 e 1.304 euros. Já um técnico superior tem como vencimento mínimo 995,5 euros na primeira posição remuneratória (que pode coincidir com a do estagiário) e de 1.201 euros na segunda.

Em Junho, quando confirmou a iniciativa, o ISS revelou que o custo com esses 581 trabalhadores que indicou seria de 442 mil euros nos quatro meses em que a medida vigorará este ano, o que sugeria um custo anual será de 1,32 milhões de euros.

Em resposta às quesões do Negócios, fonte oficial do Instituto da Segurança Social referiu esta sexta-feira, 2 de Setembro, que a previsão de custo orçamental não se altera. "Nos casos em que os trabalhadores abrangidos já auferem um vencimento superior à primeira posição remuneratória das carreiras para onde se operou a mobilidade, não sofrerão qualquer aumento salarial", acrescenta.

A mobilidade dura por um período de dezoito meses, mas o Sintap pede que seja garantida a consolidação desta situação. "Cumpre igualmente esclarecer que a mobilidade intercarreiras não é uma promoção, é sim uma situação transitória não passível de consolidação", responde o ISS.

 

Depois de em Junho ter revelado que o Instituto da Segurança Social perdeu 32% dos trabalhadores em quatro anos, ou seja, mais de 2.700 pessoas, fonte oficial revela agora que, dos mais de 600 trabalhadores dispensados no ano passado, "voltaram ao Instituto da Segurança Social 247 trabalhadores em requalificação, sendo que 103 já consolidaram, estando em curso os procedimentos de consolidação respeitando os prazos legais".

Notícia actualizada às 20:24 de sexta-feira, 2 de Junho, com as declarações de fonte oficial do Instituto da Segurança Social. Título corrigido em função dos esclarecimentos: nem todas as 620 pessoas que mudam de carreira vão ganhar mais.

 

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