Função Pública Paulo Trigo Pereira: 50 milhões para aumentos na função pública é "muito poucochinho"

Paulo Trigo Pereira: 50 milhões para aumentos na função pública é "muito poucochinho"

Paulo Trigo Pereira considera que os 50 milhões de euros dedicados a aumentar os salários mais baixos da Função Pública não chega, mas revela que o país a ainda não chegou a uma situação de normalidade.
Paulo Trigo Pereira: 50 milhões para aumentos na função pública é "muito poucochinho"
Susana Paula Rosário Lira 02 de fevereiro de 2019 às 21:00
Paulo Trigo Pereira, deputado e economista, considera que a dotação de 50 milhões de euros dedicada aos aumentos salariais na função pública este ano é "muito poucochinho", mas que isso revela que o país ainda não chegou a uma situação de normalidade. 

"O que é a normalidade? É no mínimo a atualização de salários ser feita à taxa de inflação. Se nós vivêssemos numa situação de normalidade devíamos ter todos, no público e no privado, no mínimo uma atualização à taxa de inflação", defendeu, em entrevista ao Negócios e à Antena 1.

O professor universitário, que não defende um défice zero, afirma que o país "ainda vive uma situação de consolidação", mas defende que ela deve ser feita de "uma forma suave e não pode ser irrealista".

"E para mim ter um saldo primário [que exclui os encargos com a dívida pública] de 4% do PIB é completamente irrealista, tendo em conta as necessidades que vemos ainda em vários setores, na saúde em particular", defende.

Apesar de não defender o défice zero, Paulo Trigo Pereira afirma que esse é um "ótimo presente" para os portugueses e por duas vias: "não estamos a aumentar a dívida pública e ganhamos reputação europeia, porque mostramos que sabemos controlar as nossas finanças públicas". 

Em relação ao setor da saúde, onde admitiu que existe suborçamentação, o deputado (que deixou recentemente a bancada parlamentar do PS e passou a "não inscrito") diz perceber a insatisfação.

"Tivemos um período de austeridade muito forte. Depois desse período de austeridade e isso conjugado também com a política de devolução de rendimentos pode ter criado nas pessoas a sensação de que o país está já numa situação normal", disse, estimando, pelo contrário, que sejam necessários "cerca de 7 anos para acabar o desendividamento das famílias".





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