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Semana de quatro dias sim, se salários não tiverem de baixar, diz Função Pública

Frente Comum e Fesap não receberam ainda qualquer proposta do Governo mas mostram-se dispostas para negociar, desde que se cumpram determinadas condições.

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Negócios jng@negocios.pt 18 de Outubro de 2022 às 09:08
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Sim à semana de quatro dias, com disponibilidade para negociar com o Governo a implementação de uma eventual proposta, mas com determinadas condições. Segundo várias estruturas sindicais ouvidas pelo CM, a semana dos quatro dias na Função Pública só será aceite se, para a levar a cabo, o executivo não baixar os salários, não aumentar a carga horária semanal nem exceder os limites de horas diárias dos trabalhadores.

 

O aviso é feito por Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, ao jornal, lembrando porém que o assunto não faz parte do calendário que o Governo entregou para negociar. "Estamos disponíveis para negociar e, se a experiência for positiva para os trabalhadores, aceitamos, mas é prematuro falar, queremos uma proposta formal", frisou ao jornal.

Também José Abraão, secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), diz estar à espera de uma proposta, concordando com a medida desde que não implique maior carga horária ou menores salários, como aconteceu em experiências feitas há uns anos.

 

Tal como o Negócios noticiou, em entrevista ao Público esta segunda-feira a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, disse que o Governo prepara propostas para avançar com a semana de quatro dias na função pública, avançando que as propostas que vão ser negociadas estão a ser desenhadas em conjunto com o Ministério do Trabalho e Segurança Social. A governante adiantou que há instituições do Estado que já manifestaram interesse em testar o modelo de quatro dias semanais de trabalho.

 

Ainda ao CM, Vieira Lopes, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, diz que no plano privado tal medida seria muito complicada na atual conjuntura, já que obrigaria as empresas a contratar mais gente e a baixar salários, em especial nos setores de atendimento ao público.
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