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Sindicatos falam em adesão à greve elevada

CGTP e Frente Comum avançam com uma adesão à greve dos funcionários públicos entre os 80% a 100% nos turnos da noite dos hospitais, recolha de lixo, resíduos sólidos e bombeiros.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios com Lusa 13 de Março de 2015 às 08:28
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Em Lisboa, foram registados níveis de adesão à greve de 100% na Maternidade Alfredo da Costa, no Instituto de Medicina Legal, Hospital São Francisco Xavier, Hospital de São José e Hospital de Santa Maria (urgências pediatria e Bloco de urgências) e de 90% no Hospital de Seia, Hospital de Tondela, Hospital de Viseu, Hospital dos Covões (Coimbra), Hospital de Aveiro, IPO de Coimbra e Hospitais da Universidade de Coimbra, adianta a Frente Comum dos sindicatos da função pública, num comunicado enviado à Lusa ao início da manhã.

 

Os dados referem que o Hospital Amadora-Sintra registou uma adesão de 100%, o Hospital D. Estefânia 98%, Hospital dos Capuchos 87%, em Lisboa.

 

A adesão à greve dos enfermeiros nos hospitais portugueses referente ao turno da noite é de 78,4%, disse hoje à agência Lusa a dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Guadalupe Simões.

 

No que diz respeito à recolha do lixo, foi registada uma adesão de 100% nos turnos da noite nas câmaras municipais de Évora, Amadora, Lisboa (garagem dos Olivais), Loures, Almada, Moita, Seixal, Palmela, Alcochete e Vila Franca de Xira.

 

Na Câmara Municipal do Funchal, os níveis de adesão à greve no turno da noite registaram 88%, na Câmara Municipal de Guimarães 60%, em Barcelos 50%, Sintra 95% e Setúbal 97%.

 

A Frente Comum adianta que a adesão à greve no Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa é de 100%.

 

"Nós temos adesões que variam entre os 80 e os 100%. Em termos globais, o que apurámos por volta da uma da manhã de hoje é que há uma grande adesão principalmente nos resíduos sólidos, recolha do lixo, turnos da noite nos hospitais e bombeiros sapadores", disse à agência Lusa Arménio Carlos, líder da CGTP.

 

"O ambiente é claramente de indignação face ao comportamento relativamente aos trabalhadores da administração pública", salientou Arménio Carlos à agência de informação.

 

A greve de hoje foi convocada pela Federação sindical filiada na CGTP e teve depois a adesão do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

 

Na origem da convocação da greve estão os cortes salariais na função pública, o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, a colocação de trabalhadores no regime de requalificação, o congelamento das carreiras e a falta de negociação no sector.

 

(Notícia actualizada às 9h04 com informação sobre a greve dos enfermeiros)

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