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Governo está a trabalhar com Bruxelas na reprogramação de "três áreas" do PRR

Secretário de Estado do Planeamento adiantou, no Parlamento, que está a ser ponderado um reforço nas áreas das comunicações e energia, a par com um reforço de apoios para empresas nas zonas afetadas pelo mau tempo. Prolongamento do PRR está fora de questão.

Secretário de Estado do Planeamento
Secretário de Estado do Planeamento Tony Dias/Movephoto/Medialivre
18 de Fevereiro de 2026 às 11:54

O secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, adiantou esta quarta-feira que há "três áreas" do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que podem vir a ser reprogramadas para dar resposta aos prejuízos provocados pelo mau tempo. Além do reforço do instrumento financeiro para a inovação e competitividade (IFIC), está a ser negociada com Bruxelas a realocação de verbas do BRT (Bus Rapid Transit) de Braga e da energia.

"O Governo tem-se esforçado por, junto das autoridades europeias, reclamar por tudo o que nos possa auxiliar nesta fase que estamos a viver", afirmou, numa audição parlamentar na Comissão de Economia e Coesão Territorial, lembrando que, esta semana, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou a possibilidade de virem a ser excluídas despesas relacionadas com as intempéries das regras orçamentais europeias.

Hélder Reis revelou que, , questionou a Comissão Europeia sobre a possibilidade de vir a . "A Comissão Europeia remeteu-nos para o Fundo de Solidariedade da União Europeia (UE), que é o instrumento que tem para acudir, em determinada proporção, a estes eventos. Por isso, 31 de agosto é o fim do PRR".

Para recorrer a esse apoio, Hélder Reis referiu que o Governo está a mapear e tipificar "todos os prejuízos", mas reiterou que . "Muitas vezes olhamos para a Comissão Europeia como a salvadora e que tudo nos vai dar relativamente aos prejuízos que temos", disse, notando que , os prejuízos foram estimados em 1.228 milhões de euros e só foram recebidos 48 milhões.

"Seja muito ou pouco, vamos pedir no tempo que temos. Não vamos falhar", garantiu Hélder Reis. O pedido desse apoio europeu deve ser submetido a Bruxelas num

Paralelamente, o . "O PRR tem muitas restrições. Tem restrições temporais, 30 de agosto, e restrições dentro daquilo que são as linhas de financiamento ou linhas que podem ser usadas para investimento", começou por dizer. Nesse sentido, há "três áreas" que podem vir a ser reprogramadas para acudir aos .

Hélder Reis concretizou que, por exemplo, a construção da linha de BRT (Bus Rapid Transit) entre a estação ferroviária e o hospital em Braga "não se vai concretizar". "São 76 milhões de euros. A decisão que temos de tomar é ou perdemos ou pegamos nesses 76 milhões de euros e metemos onde faz falta, dentro das restrições que existem. Vamos tentar, de algum modo, financiar comunicações", adiantou, acrescentando que o Governo está a trabalhar na disponibilização do SIRESP a todas as juntas de freguesia e para outras entidades, bem como a criação de "redundância ao SIRESP", via satélite.

Outra área que pode vir a ser reprogramada é a da energia. "Há um conjunto de população que continua sem energia e o que o PRR pode fazer é ajudar na aquisição de baterias, acumuladores e painéis solares", frisou.

Além disso, o Governo está a estudar com a Comissão Europeia a possibilidade de reforçar o IFIC, criando linhas de apoio direcionadas apenas a zonas em situação de calamidade ou contingência. A expectativa é de que possa avançar um novo concurso com . O Estado poderá assumir uma comparticipação "entre 30% e 50% a fundo perdido".

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