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Preços da habitação disparam 17,6% em 2025. Aumento foi mais visível nas casas existentes

As famílias continuam a puxar pelas vendas das habitações em Portugal, tal como se verificou em anos anteriores. O número de casas vendidas em 2025 atingiu novos máximos, com as habitações existentes a puxarem pelos preços.

As habitações com vários anos estão hoje mais caras do que as novas.
As habitações com vários anos estão hoje mais caras do que as novas. Miguel Baltazar
11:49

O preço das habitações continua a subir, ano após ano. Em 2025, o Índice de Preços da Habitação registou um aumento de 17,6% face aos dados registados em 2024, significando mais 8,5 pontos percentuais (p.p.) do que ano anterior, . Verificou-se um aumento das transações no mercado habitacional, especialmente pelas famílias portuguesas.

Os dados anuais do índice de preços da habitação, divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que os preços das casas já existentes no mercado, ou seja, disponíveis no imediato, "aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas". Enquanto as casas novas assistiram a uma subida de 13,7%, os preços das casas já existentes dispararam 20,9%. Tal também foi verificado no preço médio anual, com as habitações existentes a verem o preço subir 18,9% e as novas a crescerem 14,2%.

De facto, os dados do INE evidenciam que os preços da habitação estão em máximos desde 2021, com forte destaque para as habitações existentes no mercado. 

17,6Habitações
Os preços das habitações deram um salto homólogo de 17,6% em 2025.

Foram transacionadas 169.812 habitações, o número mais elevado da série, tendo totalizado 41,2 mil milhões de euros. Trata-se de aumentos homólogos de 8,6%, com o valor a crescer 21,7% em relação aos dados de 2024, acima do aumento de 20,8% que tinha sido então verificado. Isto significa que a procura pelo mercado de habitação tem vindo a aumentar nos últimos anos. 

O INE detalha ainda que as vendas de habitações novas cresceram 5,3% para 33.567, com valores que ascenderam a 10,7 mil milhões de euros, num salto homólogo de 13%. Contudo, foi nas casas existentes que se observou o maior aumento: um salto de 9,5% nas vendas, para 136.245 casas, para um registo de 30,5 mil milhões de euros.

30,5Vendas
As casas já existentes no mercado habitacional foram responsáveis por vendas de 30,5 mil milhões de euros em 2025.

As famílias foram responsáveis por 148.632 transações de casas, "representando 87,5% do total das vendas, mais 1,4 p.p. relativamente ao ano anterior e o registo mais elevado desde 2019. O número de transações apurado corresponde a um aumento de 10,5% face a 2024. Em valor, as vendas às famílias cresceram 24,4%, para um total de 35,7 mil milhões de euros", lê-se no relatório anual do INE. Em 2025, cada alojamento adquirido pelas famílias teve um custo, em média, de 240.518 euros, um crescimento de 12,6% em relação a 2024.

Já as aquisições por compradores com domicílio fiscal fora do território nacional voltaram a cair, pelo terceiro ano consecutivo, na ordem dos 13,3%, num registo de 8.471 unidades. "De entre os compradores fora do território nacional, a categoria União Europeia contabilizou 4.416 alojamentos (-9,6% que em 2024), acima do registo observado nos restantes países, 4.055 alojamentos (-17,1% face a 2024)", destaca o organismo estatístico.

Em termos geográficos, a Grande Lisboa concentrou 30,1% do valor das transações de alojamentos em 2025, ainda que tenha sido a "região com o maior decréscimo na respetiva quota relativa face a 2024 (-2,1 p.p.)". A Grande Lisboa registou 31.762 vendas, na ordem dos 12,4 mil milhões de euros. 

Foram as regiões Centro (27.467) e Oeste e Vale do Tejo (16.115) que representaram, no seu conjunto, 25,7% do total das transações no ano passado, com vendas de 3,9 mil milhões de euros e de 2,9 mil milhões, respetivamente. No Norte foram contabilizados 10,5 mil milhões de euros em vendas de habitações, mais 0,8 p.p. do que em 2024. Já a Península de Setúbal registou vendas de 4,2 mil milhões de euros.

"Com exceção da Região Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira, nas demais regiões registaram-se aumentos do número e do valor das transações de alojamentos relativamente ao ano anterior. As regiões com os crescimentos mais expressivos foram o Alentejo e o Oeste e Vale do Tejo, com taxas de variação de 12,7% e 12%, respetivamente, no número e de 27,3% e 32,3%, pela mesma ordem, no valor. Igualmente com crescimentos do número e do valor das transações superiores ao registo médio nacional, cotaram-se o Algarve, Centro, Península de Setúbal e Norte, com aumentos do número de vendas entre os 9,3% e os 11,6% e, em valor, compreendidos entre os 24,0% e 29,4%. No ano em análise, a Região Autónoma da Madeira foi a única região a apresentar uma redução homóloga simultaneamente no número e no valor de transações de alojamentos, -13,5% e -5,6%, respetivamente", indica o documento elaborado pelo INE.

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