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Luís Filipe Vieira em prisão domiciliária até pagar caução de 3 milhões

O Juiz Carlos Alexandre determinou como medida de coação para Luís Filipe Vieira a prestação de uma caução de 3 milhões de euros, sendo que o empresário ficará em prisão domiciliária até efectuar o pagamento. Os 4 arguidos estão ainda proibidos de sair do país e de se contactarem.

Luís Filipe Vieira foi detido para interrogatório. Será presente ao juiz que determinará as medidas de coação.
Miguel Barreira
Negócios 10 de Julho de 2021 às 20:19
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O juiz de instrução Carlos Alexandre determinou este sábado como medida de coação a Luís Filipe Vieira a prestação de uma caução de 3 milhões de euros, sendo que até lá o presidente do Benfica, que suspendeu funções, ficará em prisão domiciliária, sem pulseira eletrónica.

Já para os restantes três arguidos foi determinada como medida a prestação de cauções, mas não terão a sua liberdade privada até lá. 

José António Santos, presidente do Grupo Valouro, terá de prestar uma caução de dois milhões de euros, Tiago Vieira (filho de Luís Filipe Vieira) de 600 mil euros e Bruno Mecedo, empresário de jogadores, 300 mil euros. O valor total das cauções é de 5,9 milhões de euros.

De acordo com o Correio da Manhã, além da prestação de caução, Luís Filipe Vieira está ainda sujeito à probição de saída do país (com entrega do passaporte no prazo de 10 dias), assim como de entrar em contacto com qualquer arguido do processo (com exceção do filho, devido à relação familiar). 


O presidente do Benfica autosuspenso não foi, contudo, forçado a deixar de exercer funções no Benfica. No entanto, segundo a CMTV, além dos outros arguidos, Vieira tanbém não poderá contactar com elementos do clube, designadamente todos os administradores da SAD do Benfica.
 

Já a Tiago Vieira,  José António dos Santos e Bruno Macedo ficam igualmente proibidos de entrar em contacto com qualquer arguido do processo (à excepção do filho de Luís Filipe Vieira que pode contactar com o pai) assim como de saída do país (com entrega do passaporte).

Carlos Alexandre decidiu seguir as medidas de coação que foram pedidas pelo Ministério Público. 

O advogado de Vieira, Magalhães e Silva, considerou as medidas aplicadas "manifestamente excessivas, em função daquilo que está descrito na indiciação" do Ministério Público, assumindo-se "surpreendido" com as medidas. 
 
O advogado disse ainda que o presidente do Benfica auto-suspenso ficou "aliviado de não ter de suspender funções". Questionado sobre a capacidade de Vieira prestar a caução exigida, Magalhães e Silva salientou que a caução "pode ser prestada em numerário, em títulos, em hipoteca de imóveis". 

Os quatro arguidos são suspeitos, segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), de estarem envolvidos em negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades. Em causa estão suspeitas de crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento.


(Notícia atualizada com mais informação)

 

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