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Ao minuto26.11.2025

Europa fecha em alta com corte de juros nos EUA e orçamento no Reino Unido a impulsionar índices

Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta quarta-feira.

Wall Street.
Wall Street. AP / Richard Drew
26 de Novembro de 2025 às 17:38
26.11.2025

Europa fecha em alta com corte de juros nos EUA e orçamento no Reino Unido a impulsionar índices

Os principais índices europeus acompanharam o otimismo sentido nos mercados ao nível mundial e terminaram a sessão desta quarta-feira com fortes ganhos, impulsionados por um aumento da expectativa de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana poderá vir a cortar as taxas de referência na sua reunião de dezembro. Pelo Reino Unido, os investidores responderam de forma positiva ao orçameno

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – pulou 1,09%, para os 574,21 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 1,11%, o espanhol IBEX 35 avançou 1,36%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,01%, o francês CAC-40 subiu 0,88%, o britânico FTSE 100 somou 0,85% e o neerlandês AEX ganhou 1,17%.

Os mercados bolsistas europeus estão a recuperar o ímpeto perdido na semana passada, após as preocupações com as avaliações exageradas de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial terem pesado sobre o sentimento dos investidores.

Centrando no “benchmark” do Reino Unido, o orçamento apresentado pela ministra britânica das Finanças, Rachel Reeves, acabou por proporcionar uma margem orçamental acima do esperado, notícia recebida com agrado por parte dos “traders”.

Nesta linha, a petrolífera Harbour Energy cedeu mais de 4%, depois de o orçamento apresentado por Reeves ter confirmado que o controverso imposto sobre lucros extraordinários permanecerá em vigor até ao final da década. Por outro lado, retalhistas como a Greggs (+6,2%) e a Marks & Spencer (+3,12%), juntamente com grupos hoteleiros, registaram ganhos, já que a carga fiscal adicional sobre os consumidores se revelou mais leve do que se temia.

Quanto aos setores, o industrial, as “utilities”, o retalho, o imobiliário, entre outros, registaram ganhos de mais de 1%. O setor da tecnologia (+2,21%), por sua vez, teve o maior aumento, seguido da banca (+1,78%).

Entre os movimentos individuais, a corretora online Swissquote Group subiu mais de 3%, após o Bank of America (BofA) ter aumentado a recomendação da empresa para “compra”. Já as ações da Pernod Ricard caíram cerca de 3%, depois de analistas do JPMorgan terem posto a empresa em observação negativa como parte de uma nota mais cautelosa sobre o setor de bens de consumo básico, citada pela Bloomberg.

26.11.2025

Juros das dívidas europeias aliviam ligeiramente. Reino Unido com recuo expressivo em dia de orçamento

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro aliviaram em toda a linha num dia em que os índices bolsistas do Velho Continente terminaram a sessão em alta. Pelo Reino Unido, a queda dos juros da dívida foi mais expressiva, influenciada pela apresentação do orçamento do Governo trabalhista nesta quarta-feira.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviaram 0,7 pontos-base, para 2,989%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade caiu igualmente 0,7 pontos, para 3,151%.

Já os juros da dívida soberana italiana recuaram 0,9 pontos, para 3,389%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa seguiu a mesma tendência e aliviou 1 ponto-base, para 3,395%. Os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, cederam 0,1 pontos, para os 2,669%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, caíram 7 pontos-base, para 4,422%.

26.11.2025

Libra salta após apresentação do Orçamento de Outono

A libra britânica está a ganhar terreno face ao euro e ao dólar, no dia em que é apresentado Para já, o Governo confirmou a eliminação do limite de benefícios para famílias com dois filhos e confirmou o imposto "sobre mansões", bem como a isenção de impostos sobre os lucros extraordinários. O mercado parece estar a reagir de forma positiva, já que dizem que Reeves apresentou uma margem orçamental maior do que a esperada.

A libra ganha 0,5% para 1,3231 dólares e o euro cede 0,27% para 0,8765 libras.

Já o dólar continua a perder em relação às restantes moedas, pressionado pelas expectativas de um corte na taxa de juros pela Reserva Federal na reunião do próximo mês, e um conjunto de dados económicos que vão sendo divulgados não alterou essa perspectiva.

O euro sobe 0,25% para 1,1599 dólares . Já face à divisa nipónica, a "nota verde" sobe 0,2% para 156,36 ienes, mesmo com o aumento das expectativas de que o Banco do Japão possa elevar as taxas de juro no próximo mês. 

"Será difícil mudar significativamente a trajetória do iene com apenas um aumento, a menos que o Banco do Japão (BOJ) implemente uma política monetária agressiva e se comprometa a elevar as taxas de juros consistentemente até 2026 para controlar a inflação", disse Vassili Serebriakov, estratega de câmbio do UBS, à Reuters.  

 


26.11.2025

Corte de juros apoia subida do ouro. Deutsche Bank eleva projeções

ouro

O ouro continua a ganhar terreno com as expectativas elevadas dos investidores de que a Reserva Federal (Fed) vai cortar as taxas de juro na reunião de dezembro. 

A onça de metal amarelo ganha 0,73% para 4.160,71 dólares.

O número de americanos que entregaram novos pedidos de subsídio de desemprego caiu na semana passada, indicando que as demissões ainda estão em níveis baixos. Ainda assim, o mercado de trabalho norte-americano continua fragilizado e está com dificuldades para gerar empregos suficientes, enquanto a incerteza económica persiste. Um relatório ontem divulgado indicou que a confiança do consumidor americano enfraqueceu em novembro.

O nome indicado como favorito para suceder a Jerome Powell como presidente da Fed também tem dado algum impulso aos preços. Kevin Hassett, consultor económico do Presidente Donald Trump, também defende uma descida dos juros, o que beneficiaria o ouro, que não remunera juros.

A perspetiva para o metal amarelo continua, assim, positiva. A maioria dos bancos está a rever em alta os preços para o próximo ano: o Deutsche Bank aponta para um intervalo entre os 4.000 dólares e os 4.450 dólares por onça, justificado pela "estabilização dos fluxos de investidores" e a procura elevada dos bancos centrais, segundo aponta a Reuters. No mês passado, o Goldman Sachs também elevou as suas projeções para o final do próximo ano, entre os 4.300 dólares e 4.900 dólares por onça. 

26.11.2025

Petróleo cede com acordo de paz em foco

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo estão a cair esta tarde, depois de ontem terem atingido mínimos de um mês, numa altura em que os investidores , em guerra há quase quatro anos, e o que o fim do conflito implicaria para o mercado petrolífero. 

O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em janeiro e de referência para os EUA cede 0,05% para 57,93 dólares por barril, enquanto o Brent, também para entrega em janeiro e que serve de referência para a Europa, cai 0,26% para 62,32 dólares por barril. 

Um acordo de paz entre os dois países poderia significar que as sanções europeias e americanas às petrolíferas russas fossem levantadas, levando a que mais crude fosse colocado no mercado. O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que "restam alguns pontos de desacordo" a serem limados, enquanto os negociadores ucranianos disseram que as conversações em que decorreram em Genebra estabeleceram uma "boa base".

O Goldman Sachs disse que um acordo de paz pode reduzir cerca de cinco dólares por barril a sua previsão base de 56 dólares para o próximo ano. “Isso colocaria o Brent em 2026 na casa dos 50 dólares por barril”, disse o analista Daan Struyven, à Bloomberg TV.

Ainda assim, um cenário de excesso de oferta em 2026 continua a pressionar, e, segundo os especialistas consultados pela Reuters, não há nenhum catalisador que impulsione as cotações neste momento.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+) reúne mais uma vez este domingo e tudo aponta para que decidam deixar inalterados os níveis de produção. 

26.11.2025

Wall Street negoceia em alta com investidores mais otimistas em relação a corte de juros

Wall Street.

Os principais índices norte-americanos negoceiam com ganhos esta tarde, à medida que cresce entre os investidores a expectativa de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana poderá mesmo avançar com uma nova flexibilização dos juros diretores na reunião do próximo mês.

O “benchmark” S&P 500 avança 0,52%, para os 6.800,96 pontos. Já o Nasdaq Composite ganha 0,68% para os 23.183,17 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,46% para os 47.330,95 pontos.

Os ativos estão a mostrar sinais de recuperação após preocupações no início de novembro em relação às possíveis avaliações exageradas das cotadas ligadas à área da tecnologia e inteligência artificial terem provocado uma forte retração dos índices.

“O facto de termos visto uma recuperação tão rápida após essa retração mostra que ainda há bastante procura subjacente”, disse à Bloomberg Daniel Murray, vice-diretor de investimentos da EFG Asset Management.

Desde então, o sentimento parece ter melhorado entre os investidores, com as declarações “dovish” por parte de decisores da Fed a reavivarem as apostas do mercado de um novo corte nas taxas em dezembro. Nesta linha, os mercados estimam agora uma probabilidade de cerca de 80% de um corte de 25 pontos-base nas taxas de referência pela Fed no próximo mês, ao mesmo tempo que apontam para mais três cortes até o final de 2026.

E numa altura em que a divulgação de dados económicos retoma – depois de o “shutdown” do Governo Federal dos EUA ter deixado estes relatórios em suspenso -, soube-se esta tarde que , na semana que terminou em 22 de novembro, segundo os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho (DOL) norte-americano. Em comparação com o nível revisto da semana anterior, verificou-se assim uma diminuição de 6 mil pedidos. Os valores desafiaram as expectativas do mercado de um aumento modesto nos números de pedidos de subsídio de desemprego.

Entre os movimentos do mercado, as ações da Dell Technologies seguem a valorizar mais de 4%, depois de a empresa ter aumentado as suas projeções anuais para o mercado de servidores de inteligência artificial.

Quanto às “big tech”, a Nvidia sobe 2,51%, a Amazon ganha 0,074%, a Meta cede 0,091%, a Apple avança 0,58%, a Microsoft soma 1,26% e a Alphabet recua 0,58%, depois de ontem ter renovado máximos históricos.

26.11.2025

Euribor sobe a três meses, desce a seis e mantém-se a 12 meses

A taxa Euribor subiu esta quarta-feira a três meses, desceu a seis e manteve-se a 12 meses em relação a terça-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,069%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,117%) e a 12 meses (2,206%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,117%, menos 0,004 pontos do que na terça-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor manteve-se, ao ser fixada de novo em 2,206%.

Noutro sentido, a Euribor a três meses subiu hoje para 2,069%, mais 0,003 pontos do que na terça-feira.

Em relação à média mensal da Euribor em outubro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada a 12 meses.

A média da Euribor em outubro subiu 0,007 pontos para 2,034% a três meses e 0,005 pontos para 2,107% a seis meses.

Já a 12 meses, a média da Euribor avançou mais acentuadamente em outubro, designadamente 0,015 pontos para 2,187%.

Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

26.11.2025

Europa em alta com Ucrânia e Fed a impulsionar. Orçamento britânico em foco

bolsa europa euronext

As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente em alta esta quarta-feira, animadas pelas perspetivas de paz na Ucrânia e pelo aumento das probabilidades da Reserva Federal (Fed) norte-americana voltar a cortar nas taxas de juro em dezembro. As ações britânicas vão estar em foco nesta sessão,

A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, avança 0,15% para 568,89 pontos, com o setor tecnológico e mineiro a registarem os melhores desempenhos do dia. O britânico FTSE-100 acelera 0,09%, com os investidores a anteciparem um documento que tem a difícil tarefa de equilibrar boas perspetivas de crescimento económico com a redução do grande buraco das finanças públicas do país. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o neerlandês AEX sobe 0,27%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,24%, enquanto o francês CAC-40 soma 0,33%. Já o italiano FTSEMIB e o alemão DAX mantêm-se praticamente inalterados. 

As ações europeias estão a beneficiar dos avanços nas negociações entre Ucrânia e EUA, para acabarem com a guerra começada pela Rússia há quase quatro anos. Alguns jornais norte-americanos noticiaram esta terça-feira que Kiev já teria aceitado um acordo de paz mediado por Washington, faltando apenas limar algumas arestas e "pontos de desacordo" do documento, como referiu Donald Trump, Presidente norte-americano. 

Ainda a centrar atenções estão alguns dados económicos nos EUA, que permitiram reforçar a narrativa em torno da necessidade de flexibilização monetária no país. Na terça-feira, foi revelado que, em setembro, as vendas a retalho acabaram por crescer abaixo do esperado, num mês em que a variação dos preços no produtor manteve-se estável em termos homólogos, quando comparado com agosto. Já esta quarta-feira, os investidores vão poder analisar a evolução do indicador predileto da Fed para avaliar a inflação e ainda os pedidos de subsídio de desemprego da última semana.

Entre as principais movimentações de mercado, a Swissquote Group Holding acelera 3,35% para 488 francos suíços, depois de a BofA Global Research ter recomendado a compra de ações da empresa. Já a britânica WPP cai 1,64% para cerca de 3 libras, após uma revisão trimestral ter indicado que a empresa vai sair do FTSE 100. Só este ano, a WPP perdeu mais de 60%. 

26.11.2025

Juros agravam-se na Zona Euro. Foco vira-se para o Reino Unido

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se esta quarta-feira, num dia em que as principais praças da região negoceiam pintadas de verde. O foco dos investidores vira-se agora para o Reino Unido com a apresentação do Orçamento de Outono - um documento que parece estar destinado a ser um dos mais analisados dos últimos anos, devido ao grande buraco nas finanças públicas britânicas. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 0,9 pontos base para 2,679%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganha 1 ponto para 3,415%. Já em Itália, os juros aceleram 1,1 pontos para os 3,409%.

Pela Península Ibéria, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a agravar-se em 1 ponto base para 3,005% e as espanholas a subirem 1,1 pontos para 3,169%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, avançam 2 pontos base para 4,511%. 

26.11.2025

Libra estável à espera de novo orçamento. Dólar sob pressão

A libra está a negociar com ganhos contidos, embora encaminhe-se para a quinta sessão em alta face ao dólar, num dia em que todas as atenções estão viradas para Rachel Reeves, ministra britânica das Finanças, e para o orçamento que vai apresentar. Com as finanças públicas bastante frágeis, os investidores antecipam um grande aumento de impostos no país, mas espera-se uma difícil tarefa de equilíbrio para aquela que é a primeira mulher a ocupar a pasta das Finanças desde que o cargo foi criado. 

A esta hora, a libra avança 0,08% para 1,3176 dólares, tendo chegado a crescer 0,17% esta quarta-feira. Nas últimas cinco sessões, a divisa britânica já valorizou cerca de 1%, a melhor série desde agosto, numa história que é principalmente dominada pela fraqueza do dólar - agora que os investidores voltaram a apostar em força num corte das taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana. 

"O foco na longa preparação deste orçamento tem sido principalmente o aumento dos impostos e uma despesa social cada vez maior. No entanto, para os mercados financeiros, o foco está em saber se este orçamento pode gerar crescimento", explica Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB. "Se as perspetivas forem fracas, a reação do mercado poderá ser brutal e a libra poderá sofrer uma pressão descendente", acrescenta. 

Entre as restantes movimentações do mercado cambial, o euro avança 0,06% para 1,1576 dólares, tendo chegado a tocar nos 1,1590 dólares, impulsionado pelas perspetivas de paz na Ucrânia, depois de meios de comunicação norte-americanos terem noticiado que Kiev aceitou uma proposta de cessar-fogo. Já o dólar ganha 0,21% para 156,37 ienes, apesar das expectativas em torno de um possível aumento nas taxas de juro no país. 

26.11.2025

Fed dá "brilho" ao ouro e leva metal a atingir máximos de duas semanas

ouro

O ouro está a negociar próximo de máximos de duas semanas esta quarta-feira, impulsionado pelo aumento das probabilidades da Reserva Federal (Fed) norte-americana voltar a cortar nas taxas de juro já na reunião de dezembro, depois de uma série de dados nos EUA terem apontado para uma desaceleração do consumo e estabilização dos preços no produtor. 

O metal precioso avança 0,58% para 4.154,50 dólares por onça, tendo chegado a tocar nos 4.156,89 dólares - o valor mais elevado desde 14 de novembro. "As expectativas estão agora a ser moldadas mais no sentido de uma redução das taxas em dezembro, o que foi reforçado por uma série de comentários 'dovish' por parte de membros da Fed e dados económicos favoráveis", explica Tim Waterer, analista-chefe de mercados da KCM Trade, à Reuters. 

As vendas a retalho nos EUA acabaram por crescer abaixo do esperado em setembro, acelerando apenas 0,2% contra as expectativas de 0,4%, enquanto o índice de preços no produtor aumentou 2,7% em termos homólogos - a mesma variação que foi registada em agosto. Estes dois dados reforçaram a esperança de uma nova flexibilização monetária (as probabilidades fixam-se agora perto dos 85%) e os investidores vão estar, esta quarta-feira, atentos à evolução do índice predileto pela Fed para avaliar a inflação. 

Desde o arranque do ano, o ouro já valorizou cerca de 58%, tendo atingido uma série de novos máximos históricos, com o último a ser registado no final de outubro nos 4.381,58 dólares por onça. O metal precioso tem vindo a ser impulsionado por uma flexibilização monetária nos EUA, uma vez que não rende juros, bem como uma corrida ao ouro por parte de vários bancos centrais - com grande destaque para a China. 

26.11.2025

Petróleo estabiliza em mínimos de um mês com acordo de paz no horizonte

Petróleo.

O barril de petróleo estabilizou bastante próximo de mínimos de um mês, depois de , mediada pelos EUA. Caso o conflito que dura há quase quatro anos chegue ao fim, Moscovo poderá (possivelmente) voltar a comercializar o seu crude sem restrições, numa altura em que o mercado já espera um excedente para 2026. 

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos, avança 0,10% para 58,04 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, ganha também 0,10% para 62.54 dólares por barril. Os dois "benchmarks" encerraram a sessão anterior com perdas de cerca de 2%, pressionados pelos avanços nas negociações para acabar com o conflito, com Donald Trump, Presidente dos EUA, a afirmar que "restam apenas alguns pontos de desacordo". 

A grande fatia do crude russo continua a enfrentar sanções por parte dos países ocidentais, com destaque para as restrições norte-americanas às duas maiores petrolíferas do país, que entraram em vigor na semana passada. O objetivo é cortar as fontes de financiamento de Moscovo, mas a Rússia tem conseguido contornar as sanções com a venda de crude a países como a China, Índia e Turquia. 

“Uma questão fundamental é se um cessar-fogo significaria mesmo um levantamento das sanções”, indaga Huang Wanzhe, analista da Dadi Futures Co, à Bloomberg. “Como este acordo de cessar-fogo é liderado por Washington, mesmo num cenário otimista, é provável que apenas os EUA priorizem a restauração das compras de petróleo russo por compradores como a Índia, por meio de isenções ou uma supervisão mais flexível das sanções", acrescenta. 

O Goldman Sachs estima que um acordo de paz possa diminuir o valor do barril de petróleo em cinco dólares, num cenário-base em que o Brent negoceia nos 56 dólares no próximo ano - já pressionado pelo excedente de oferta que as principais agências de energia e bancos de investimento antecipam para 2026. 

26.11.2025

Fed e Ucrânia dão força às praças asiáticas. Europa aponta para o verde

As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira maioritariamente em alta, numa altura em que os investidores continuam a reforçar as apostas de um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana e estão a digerir as notícias de que a . Pela Europa, a euforia da negociação anterior continua, com os futuros do EuroStoxx 50 a acelerarem 0,7%.

MSCI Asia-Pacific, "benchmark" para a região que exclui as ações japonesas, encontra-se a ganhar mais de 1%, espelhando os , após novos dados terem demonstrado uma desaceleração nos gastos do consumidor e uma inflação em trajetória descendente - o que acaba por dar força a um novo corte nas taxas de juro já em dezembro. 

"Na última semana, os mercados deram uma reviravolta em relação às possibilidades de um corte nas taxas de juro pela Fed em dezembro e às perspetivas de rentabilidade para o setor tecnológico", escreve Tim Waterer, analista-chefe de mercados da KCM Trade, numa nota a que a Bloomberg teve acesso, referindo-se às preocupações dos investidores em torno de uma possível sobreavaliação das ações de inteligência artificial. 

Pela China, o Hang Seng de Hong Kong acelerou 0,3%, enquanto o Shanghai Composite negociou em tendência contrária, encerrando a sessão com perdas de 0,2%. O grupo Alibaba caiu mais de 1% esta quarta-feira, depois de ter apresentado uma queda homóloga de 78% nos lucros ajustados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) no seu segundo trimestre fiscal. 

Apesar de uma sessão bastante morna na China, as restantes principais praças asiáticas encheram-se de otimismo. O japonês Nikkei 225 saltou quase 2%, com grande impulso das tecnológicas, enquanto o sul-coreano Kospi ganhou 1,83%, apesar de um dos maiores conglomerados do país, a Lotte Corp, ter afundado quase 10%. 

A atenção dos investidores vira-se agora para os desenvolvimentos nas negociações para alcançar a paz na Ucrânia e uma série de dados económicos nos EUA, que vão permitir continuar a medir o pulso à maior economia do mundo, depois de mais de um mês em "shutdown" - o mais longo da história do país. Esta quarta-feira, vai ser conhecida a e o número de pedidos de subsídio de desemprego na semana passada. 

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