Justiça MP pede para ver contas da mulher de Manuel Pinho

MP pede para ver contas da mulher de Manuel Pinho

Os procuradores encontraram mais duas offshores que não constam da adesão ao perdão fiscal por parte do ex-governante e, segundo o CM, querem saber se Alexandra Pinho declarou verbas referentes a essas contas.
MP pede para ver contas da mulher de Manuel Pinho
Lusa
Negócios 18 de fevereiro de 2019 às 09:00

Face às suspeitas sobre duas offshores que não constam dos documentos de adesão de Manuel Pinho ao Regime Excecional de Regularização Tributária (RERT) em 2012, o Ministério Público pediu à juíza de instrução do caso EDP, Ana Peres, que solicite ao Banco de Portugal os dados bancários de uma eventual adesão a este perdão fiscal por parte da mulher do ex-ministro.

 

Segundo noticia o CM esta segunda-feira, 18 de fevereiro, na resposta enviada nos últimos dias, a juíza pediu ao Ministério Público que informe "qual ou quais os crimes em investigação em relação ao suspeito Manuel Pinho" e se "Alexandra Pinho tem a posição de suspeita e, caso tal ocorra, quais são os ilícitos a que se reporta o pedido".

 

Em causa estão os ativos depositados em duas contas offshore, que não surgem na documentação referente ao RERT de Manuel Pinho: através de uma delas terá recebido uma avença mensal do Grupo Espírito Santo enquanto era ministro de Sócrates; e a outra terá sido usada para pagar quase um milhão de euros pelo apartamento comprado em Nova Iorque um ano depois de sair do Executivo.

Manuel Pinho usou o perdão fiscal de Passos Coelho para legalizar mais de 2,7 milhões de euros que estavam na Suíça, tendo pago uma taxa de IRS de 7,5%, correspondente a um imposto de perto de 204 mil euros. Os autos do caso EDP indicam que o montante estava depositado nas contas da Tartaruga Foundation, sediada no Panamá, e da Mandalay Asset Management, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas.




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