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Mandela deixa património à família, partido e escolas

A fortuna de Mandela, avaliada em 46 milhões de rand (perto de três milhões de euros), será distribuída pelos seus familiares, pelo ANC, antigos funcionários e por escolas. O primeiro presidente negro da África do Sul morreu no início de Dezembro de 2013 e o testamento foi revelado esta segunda-feira.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2014 às 14:56
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46 milhões de rand. A fortuna de Nelson Mandela foi avaliada em 46 milhões de rand, perto de três milhões de euros, sem contar com o valor dos direitos de autor,e será repartida entre os familiares, antigos empregados, escolas que frequentou e pelo ANC (Congresso Nacional Africano em português). Madiba, como era conhecido na África do Sul, morreu a 5 de Dezembro de 2013, com 95 anos, e o seu testamento foi revelado esta segunda-feira, 3 de Fevereiro, e está a ser citado pela imprensa internacional.

 

O documento tem 40 páginas e, no resumo que foi disponibilizado publicamente, é possível verificar que, o fundo da família de Madiba recebe mais de 96 mil euros e as receitas que provêm dos direitos de autor, nomeadamente do livro "Long Walk to Freedom".

 

Segundo a BBC, cada filho do primeiro Presidente negro da África do Sul vai receber mais de 200 mil euros durante o tempo em que estão vivos. O ANC vai receber também algumas receitas provenientes dos direitos de autor e alguns dos antigos funcionários da família vão receber pouco mais de três mil euros.

 

A casa nas imediações de Joanesburgo vai ser utilizada pelos descendentes directos do filho Makgatho Mandela, que morreu em 2005 devido a uma doença relacionada com o vírus da SIDA. “É meu desejo que [a casa] sirva de local de reunião para a família Mandela de forma a [que a família] mantenha a sua união muito após a minha morte”, escreveu o Mandela no seu testamento, segundo a BBC.

 

Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul. Ocupou o mais alto cargo da nação durante apenas um mandato, altura em que cortou na despesa e captou investimento estrangeiro. Depois de 27 anos preso devido às suas convicções políticas, Nelson Mandela foi libertado em 1990. E em 1994 foi eleito Presidente da África do Sul. Cumpriu apenas um mandato, de 1994 a 1999, mas conseguiu alterar a economia sul-africana.

 

O apartheid – um regime de segregação racial – começou, na África do Sul, em 1948 e durou até 1994. Mais de 40 anos de políticas repressivas conduziram o país a sérias dificuldades económicas. A comunidade internacional chegou a impor sanções e boicotes à África do Sul.

 

Segundo a Bloomberg, estas políticas afastavam o investimento externo e, em 1994, quando Madiba chega ao poder, o país tinha apenas reservas monetárias para pagar dez dias de importações e um défice de 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

No final de 1993, o PIB sul-africano rondava os 130.406 milhões de dólares, de acordo com a Bloomberg. Naquela época, a taxa de inflação era superior a 8% e a taxa de desemprego, ascendia a quase 23%.

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