Gabinete de orçamento dos EUA prevê subida da inflação devido às tarifas
O Gabinete de Orçamento do Congresso norte-americano anunciou sexta-feira que a política tarifária, as medidas contra a imigração e a legislação fiscal e orçamental deverão aumentar o desemprego e a inflação nos Estados Unidos (EUA).
O Gabinete de Orçamento do Congresso (sigla em inglês CBO) divulgou hoje um relatório com projeções económicas para os próximos 3 anos, indicando que as medidas do presidente dos EUA, Donald Trump, vão reduzir o crescimento geral em 2025, antes de melhorarem no próximo.
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Os números mais recentes, que comparam as variações do quarto trimestre, mostram que a taxa de desemprego, a inflação e o crescimento geral deverão ser piores em 2025.
O CBO espera que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) diminua de 2,5% em 2024 para 1,4% este ano devido às novas tarifas que aumentam os preços dos bens e serviços de consumo, prejudicando o poder de compra das famílias.
"As tarifas aumentam também os custos para as empresas que utilizam inputs (dados) importados e concorrentes na produção", acrescenta o relatório.
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O PIB deverá crescer para 2,2% em 2026, estabilizando em 2027 e 2028 para em 1,8%, indica o documento.
O desemprego deverá atingir os 4,5% em 2025, um valor superior aos 4,3% inicialmente esperados.
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Em 2026, a taxa de desemprego deverá atingir os 4,2%, um valor ligeiramente abaixo dos 4,4% inicialmente previstos no início do ano
A inflação deverá atingir os 3,1% no resto de 2025, um valor acima da projeção de 2,2% em janeiro, mas no próximo ano pode cair para os 2,4%.
O relatório mostra que as escolhas de Donald Trump prejudicaram o crescimento a curto prazo e que as medidas ainda não demonstraram o prometido aumento de empregos e a redução dos défices orçamentais.
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O CBO não prevê crises ou recessões económicas, destacando que as estimativas regressarão à média esperada ao longo do tempo.
O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse à Associated Press que "os americanos ouviram previsões pessimistas semelhantes durante o primeiro mandato do presidente Trump, quando a agenda económica do presidente desencadeou um crescimento histórico de empregos, salários e economia, além do primeiro declínio na desigualdade de riqueza em décadas".
Kush Desai indicou ainda que as políticas do presidente devem dar resultados e provar que os analistas estão errados.
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