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Bullard não descarta Fed a subir taxas de juro em 75 pontos base

O presidente da Fed de St.Louis defendeu a necessidade de fixar a taxa de juro de fundos federais em 3,5% este ano, afastando as críticas de que tal pode colocar os EUA numa recessão.

Bloomberg
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A disputa entre "falcões" e "pombas" continua intensa no seio da Reserva Federal norte-americana (Fed).

Depois da reunião de março, o banco central anunciou que pela primeira vez desde 2018 iria subir a taxa de fundos federais, agora o galopar da inflação promete tornar esta política monetária restritiva ainda mais agressiva.

 

O presidente da Fed de St. Louis, James Bullard alertou esta segunda-feira que a Fed precisa de subir as taxas de juro para cerca de 3,5% este ano, com várias subidas de meio ponto percentual e que não deve excluir aumentos de 75 pontos base. Desde 1994 que os EUA não assistem a uma subida tão expressiva das taxas de juro.

 

Na última reunião em março, o banco central decidiu aumentar em 25 pontos base a taxa de fundos federais, que passou assim para um intervalo entre 0,25% e 0,50%. Tratou-se do primeiro aumento desde dezembro de 2018.

Em meados do mês passado, o presidente da Fed, Jerome Powell reconheceu que caso a inflação assim o exija é possível subir as taxas de juro em mais de 25 pontos base uma ou mais vezes este ano.

 

Durante o encontro, o banco central apontou ainda para que a instituição comece a reduzir o volumoso número de obrigações que detém no seu balanço, a um ritmo máximo de 95 mil milhões de dólares (86,7 mil milhões de euros) por mês, endurecendo assim ainda mais o seu posicionamento de combate à inflação.

 

Desde então, vários membros da ala falcão da Fed, da qual faz parte Bullard, têm defendido uma política monetária ainda mais restritiva com uma subida das taxas de juro muito mais ampla de forma a conter a inflação que já renova máximos da década de 1980.

 

Durante a conferência desta segunda-feira, Bullard insistiu na necessidade de fixar a taxa de fundos federais em 3,5% este ano, muito acima dos 2,4% estimados pelo banco central. "Não podemos fazer tudo de uma vez, mas eu acho que cabe-nos chegar a esse nível até ao final do ano", sublinhou o líder regional da Fed.

 
Olhando para as críticas dos analistas que afirmam que uma política monetária demasiado restritiva pode colocar os EUA em recessão, o líder da Fed de St.Louis defende prematuro falar em tal fenómeno, tendo o banco central subido até agora os juros apenas uma vez este ano.

Bullard antecipou ainda que acredita que a taxa de desemprego ficará abaixo dos 3% este ano e que a economia norte-americana vai registar uma taxa de crescimento saudável, tanto este ano como em 2023.

 

"O facto de Bullard estar a falar de um aumento de 75 pontos base significa que há outros membros "falcões" que partilham da mesma opinião", alertou Stephen Innes da SPI Asset Management, citado pela Bloomberg.

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