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Ao minuto06.01.2026

Polícia dispara sobre drones em palácio na Venezuela. Nobel da Paz saúda captura de Maduro

Acompanhe os mais recentes desenvolvimentos desta terça-feira sobre a situação venezuelana.

Machado agradece captura de Maduro e diz que regressa em breve ao país
Machado agradece captura de Maduro e diz que regressa em breve ao país Miguel Gutiérrez / LUSA - EPA
06 de Janeiro de 2026 às 14:24
06.01.2026

Polícia dispara tiros perto do palácio presidencial de Caracas contra drones

Polícia dispara tiros perto do palácio presidencial de Caracas após drones sobrevoarem a área
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A polícia da Venezuela disparou “de forma dissuasiva” contra drones que sobrevoavam a zona em torno do palácio presidencial de Caracas na noite de segunda-feira, afirmou fonte oficial à comunicação social. O incidente ocorreu por volta da meia noite de terça-feira, horário de Lisboa, pouco mais de dois dias após a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos Estados Unidos, no final de um ataque à capital.

"O que aconteceu no centro de Caracas foi devido a drones que sobrevoaram a zona sem autorização. A polícia disparou de forma dissuasiva. Não houve qualquer confronto", afirmou fonte oficial, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP)

06.01.2026

Machado agradece captura de Maduro e diz que regressa em breve ao país

Maria Corina Machado fala sobre a situação na Venezuela

A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, agradeceu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas "ações valentes" que levaram à captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro.

Durante uma entrevista ao apresentador Sean Hannity, na Fox News, Machado recordou que, em outubro, dedicou a Trump o Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído.

Machado salientou que teve de deixar a Venezuela em segredo para viajar até Oslo para receber o galardão, embora tenha chegado demasiado tarde para assistir à cerimónia oficial.

A líder da oposição declarou que planeia regressar à Venezuela o mais rápido possível e afirmou que não falou com Trump desde a extração de Maduro de Caracas pelos Estados Unidos.

Machado disse ainda que a oposição que lidera transformaria a Venezuela num centro energético para as Américas, restabeleceria o Estado de direito para garantir a segurança do investimento estrangeiro e facilitaria o regresso dos venezuelanos que, segundo diz, fugiram do país desde que Maduro chegou ao poder, em 2013.

A líder da oposição indicou que o movimento que representa alcançaria "mais de 90% dos votos" em eleições livres e justas.

Donald Trump recusou-se publicamente a respaldar María Corina Machado, dizendo, no fim de semana, que esta não tem apoio suficiente na Venezuela para liderar o país.

06.01.2026

Controlo dos EUA ameaça infraestruturas sensíveis da China

Um jornal de Hong Kong referiu esta terça-feira que a tomada do controlo político da Venezuela pelos EUA poderá comprometer infraestruturas sensíveis da China no país sul-americano, incluindo estações de rastreio de satélites e ativos no setor petrolífero.

Após a captura do líder da Venezuela Nicolás Maduro e a sua transferência para Nova Iorque para ser julgado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA vão “gerir” a Venezuela e “reparar a infraestrutura petrolífera” do país com as maiores reservas de crude do mundo.

Segundo o jornal South China Morning Post, entre os ativos em risco está a estação de rastreio de satélites de El Sombrero, localizada na base aérea Capitão Manuel Ríos, e a sua estação de apoio em Luepa, no estado de Bolívar. Construídas pela estatal China Great Wall Industry Corporation, estas infraestruturas operam o satélite de observação terrestre VRSS 2, lançado pela China em 2017, e poderão igualmente servir os esforços mais amplos de rastreio espacial de Pequim, face às crescentes dificuldades para garantir instalações semelhantes noutros países.

A China é também o maior investidor estrangeiro na Venezuela e um dos principais compradores do seu petróleo, de acordo com o jornal.

Segundo um relatório da estatal chinesa CNPC de 2014, engenheiros chineses modernizaram poços envelhecidos com novas sondas, sistemas de injeção de água e melhorias em refinarias, aumentando a produção até oito vezes em algumas zonas.

Em áreas ambientalmente sensíveis da floresta tropical, as equipas chinesas implementaram normas de segurança e proteção ambiental que valeram ao projeto o Prémio Nacional de Perfuração Verde da Venezuela.

No entanto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou no domingo que Washington não permitirá que “inimigos dos EUA controlem esses recursos”, numa referência direta à China e à Rússia.

As redes de telecomunicações chinesas também estão sob risco. Empresas como a Huawei e a ZTE, que ajudaram a montar a infraestrutura digital venezuelana, poderão enfrentar sanções ou cancelamento de contratos. A Huawei, presente no país desde 1999, manteve durante décadas uma relação estreita com a estatal CANTV, parceria que poderá agora desmoronar sob um governo mais alinhado com os EUA.

A nomeação da vice-presidente, Delcy Rodríguez, como presidente interina pelo Supremo Tribunal venezuelano e a sua tomada de posse na segunda-feira sugerem um possível reordenamento político.

No mesmo dia, Maduro e a esposa, Cilia Flores, compareceram perante um tribunal federal em Manhattan, onde o antigo chefe de Estado afirmou estar “inocente” e continuar a ser “presidente do [seu] país”.


06.01.2026

Trump garante que presidente interina está a cooperar com EUA

Delcy Rodríguez foi nomeada pelo  Supremo Tribunal de Justiça para lderar a Venezuela

O Presidente dos Estados, Donald Trump, garantiu na segunda-feira ao final do dia que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, está a cooperar com as autoridades norte-americanas e afastou a realização de eleições no país sul-americano num futuro próximo.

"Tenho a impressão de que ela está a cooperar. Eles precisam de ajuda. E tenho a impressão de que [Rodriguez] ama o seu país e quer que ele sobreviva", apontou numa entrevista telefónica à estação NBC News, sobre a mulher que era vice-presidente de Nicolás Maduro antes do líder ser capturado no sábado pelas forças norte-americanas.

Trump acrescentou que não houve qualquer contacto de Washington com Rodríguez antes da operação militar.

A administração Trump já tinha designado Rodríguez como interlocutora de Caracas ainda antes da sua tomada de posse, à frente da líder da oposição, María Corina Machado, e de Edmundo González Urrutia, o candidato que desafiou Maduro nas polémicas eleições presidenciais de 2024 e que a oposição considera o presidente eleito da Venezuela.

Quer Trump, quer o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alertaram veementemente Rodríguez para consequências "muito piores" do que as sofridas por Maduro caso a presidente interina não cumpra as diretrizes de Washington.

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