Américas EUA acumularam défice mensal recorde de 700 mil milhões de euros

EUA acumularam défice mensal recorde de 700 mil milhões de euros

O Governo dos EUA acumulou um défice recorde em abril, de 700 mil milhões de euros, por causa dos efeitos da pandemia de covid-10, num mês que tradicionalmente apresenta fortes excedentes orçamentais, anunciou o Tesouro.
EUA acumularam défice mensal recorde de 700 mil milhões de euros
Lusa 12 de maio de 2020 às 20:12
As quedas estão a ser acentuadas por uma enorme quebra nas receitas fiscais, mas também por um aumento elevado nos gastos que estão a ser feitos na luta contra a propagação do novo coronavírus.

O Departamento de Tesouro dos EUA disse que o Governo acumulou um défice de quase 700 mil milhões de euros, em abril, três vezes maior do que o défice mensal recorde anterior, de cerca de 200 mil milhões de euros, estabelecido em fevereiro.

No seu volume total, o défice dos Estados Unidos, para o ano fiscal que começou em setembro passado, situa-se agora em cerca de 1,48 biliões de dólares (cerca de 1,3 biliões de euros).

O Departamento de Tesouro regista normalmente excedentes em abril, mês em que as receitas do Governo aumentam por causa do prazo anual de pagamento de impostos.

Contudo, este ano, entre as muitas medidas de crise tomadas pelo Governo, para defrontar a crise sanitária, o prazo para o pagamento de impostos foi adiado de 15 de abril para 15 de julho.

O gabinete de orçamento do Congresso dos EUA estima que todos os gastos do Governo para combater os efeitos da pandemia possam elevar o défice para 3,7 biliões de dólares (cerca de 3,4 biliões de euros).

Se tal acontecer, ficará superado o recorde anterior de 1,4 biliões de dólares (cerca de 1,3 biliões de euros), atingido em 2009, em plena crise financeira do 'subprime', o primeiro de quatro anos em que os défices anuais ultrapassaram o bilião de dólares, devido aos esforços para a retoma económica.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, vários países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.





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