EUA: Sondagens dão vitória a Clinton e Trump nas primárias de Nova Iorque
Hillary Clinton e Donald Trump têm a oportunidade de cimentar a liderança em Nova Iorque e as sondagens são-lhes favoráveis. O estado tem 95 delegados para distribuir entre republicanos e perto de 300 entre democratas.
A próxima etapa das primárias norte-americanas disputa-se a 19 de Abril em Nova Iorque e, mostram as sondagens, Clinton e Trump estão bem posicionados para saírem vitoriosos deste embate, o que lhes permitirá consolidar a liderança na corrida e fazer esquecer as derrotas das semanas recentes.
Desde 22 de Março que Sanders não dá hipóteses a Clinton, tendo somado vitórias em todos os estados que foram a votos nas últimas três etapas das primárias democratas. A façanha foi replicada pelo republicano Ted Cruz, que conquistou Wisconsin e o Colorado, superando Trump.
Agora, Nova Iorque pode ser um bálsamo para a ex-secretária de Estado norte-americana e para o empresário, uma vez que surgem nas mais recentes sondagens com uma confortável vantagem face à concorrência.
As estimativas do Five Thirty Eight que consideram não apenas as sondagens como os apoios manifestados por ilustres aos candidatos, dão a Trump 99% das hipóteses de vencer em Nova Iorque. Uma sondagem realizada para o Wall Street Journal e para a NBC pela Marist Polls, publicada a 11 de Abril, atribui ao empresário republicano uma vantagem de 33 pontos face ao segundo classificado, John Kasich. Assim, Trump soma 54% das intenções de voto, face a 41% de Kasich e 18% de Ted Cruz. No mesmo sentido, na sondagem realizada para a Fox News e publicada a 10 de Abril, Trump conta com 54% das intenções de voto, Kasich segue com 22% e Cruz com 15%.
Os números não são muito diferentes do lado democrata. Hillary Clinton tem 98% de hipóteses de sair vitoriosa em Nova Iorque segundo o Five Thirty Eight. A sondagem do The Wall Street Journal atribui-lhe 55% das intenções de voto, contra 41% de Bernie Sanders. Na sondagem da Fox News, Clinton segue com 53% das intenções de voto, contra 37% de Sanders.
"Agora, os líderes da corrida parecem ter a oportunidade de fazer esquecer as derrotas recentes e aumentar significativamente a sua margem de delegados", nota Lee Miringoff, director do Instituto Marist, que conduziu a sondagem para o The Wall Street Journal. "É pouco provável que Nova Iorque alimente as esperanças daqueles que procuram reduzir o intervalo na conquista de delegados", acrescentou.
"Agora, os líderes da corrida parecem ter a oportunidade de fazer esquecer as derrotas recentes e aumentar significativamente a sua margem de delegados", nota Lee Miringoff, director do Instituto Marist, que conduziu a sondagem para o The Wall Street Journal. "É pouco provável que Nova Iorque alimente as esperanças daqueles que procuram reduzir o intervalo na conquista de delegados", acrescentou.
Se os super-delegados forem retirados desta equação, Clinton tem apenas mais 219 delegados que o seu concorrente e, por exemplo, em Nova Iorque os democratas disputam os apoios de 291 delegados.
Na matemática das primárias, uma vitória em Nova Iorque pode permitir a Clinton cimentar a sua liderança, penalizada pelos reveses das últimas semanas, isto é, com as derrotas no Alaska, Hawaii, Washington, Wisconsin e Wyoming.
Para assegurar a nomeação do partido, um candidato democrata tem de reunir o apoio de 2.383 delegados. O nomeado do partido é aquele que vai disputar com os republicanos a corrida presidencial, cujas eleições são em Novembro deste ano.
Entre republicanos, Trump conta com o apoio de 743 delegados, seguido de Ted Cruz com 545 delegados e de John Kasich com 143 apoios.
Nova Iorque é da maior relevância para o empresário porque está na corrida para recolher os 1.237 delegados necessários para assegurar a nomeação. Caso falhe – o que significa que nenhum dos candidatos na corrida chega ao congresso nacional do partido em Cleveland com os apoios necessários –, isso pode minar as hipóteses de vir a ser nomeado, uma vez que o próprio não é uma figura consensual dentro do Partido Republicano.
No entanto, afastar Trump caso ele consiga ter mais delegados que os concorrentes (ainda que não some os 1.237 apoios) pode causar danos na base eleitoral republicana, como mostra a sondagem do The Wall Street Journal, onde se questionou os eleitores sobre o que deveria acontecer caso nenhum dos candidatos chegasse à convenção nacional com os delegados necessários para garantir a nomeação.
64% dos eleitores republicanos consideram que Trump deve ser nomeado se tiver mais delegados que a concorrência, e 59% defendem que o nomeado deve ser alguém que se debateu nas primárias, enquanto 32% consideram que seria aceitável ter um nomeado que não tenha participado na corrida.
Depois de Nova Iorque, republicanos e democratas disputam delegados em Connecticut, Delaware, Maryland, Pennsylvania e Rhode Island, a 26 de Abril.