pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque
Ao minuto05.01.2026

Delcy Rodriguez assume presidência interina da Venezuela. Protestos em Lisboa contra EUA

A vice-presidente assumiu a chefia do Estado venezuelano depois de Nicolás Maduro e a mulher terem sido capturados pelos EUA no sábado.

05 de Janeiro de 2026 às 22:54
05.01.2026

Protesto contra intervenção dos EUA na Venezuela juntou 1.500 pessoas em Lisboa

Manifestantes em Lisboa protestam contra intervenção dos EUA na Venezuela
A carregar o vídeo ...

Cerca de 1.500 pessoas manifestaram-se esta segunda-feira diante da estátua de Simón Bolívar em Lisboa para protestar contra a ilegalidade do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no sábado.

Numa concentração organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), os manifestantes condenaram com veemência a "agressão militar norte-americana" com palavras de ordem como "Pela paz! Não à agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela" ou "América Latina não é o quintal dos Estados Unidos".

O Presidente norte-americano foi especialmente visado, ressaltando a palavra de ordem: "Donald Trump, sua besta assassina, tira as tuas mãos da América Latina".

Presentes na manifestação entre uma vasta comunidade sul-americana, sobretudo composta por brasileiros, estiveram representantes de partidos políticos como o PCP e Bloco de Esquerda, bem como o candidato presidencial André Pestana.

Numa intervenção, a presidente do CPPC, Isabel Camarinha, antiga líder da central sindical CGTP, considerou a agressão "totalmente ilegal à luz do direito internacional", sublinhando que "não cabe aos Estados Unidos determinar as opções políticas e económicas de nenhum Estado".

Com críticas à incapacidade de atuação da UE e sobretudo à "fraca reação do Governo português", Isabel Camarinha sublinhou que os EUA "pretendem apoderar-se dos imensos recursos naturais da Venezuela, país que tem as maiores reservas petrolíferas do mundo".

Ainda sobre o Governo português, a líder do CPPC reclamou do executivo "uma clara condenação da agressão militar dos Estados Unidos à Venezuela, em consonância com os princípios da Constituição portuguesa, que preconiza o respeito pela soberania e os direitos dos povos e a eliminação de todas as formas de dominação nas relações entre Estados".

Rodeada por algum aparato policial, a manifestação na avenida da Liberdade decorreu pacificamente a partir das 18:00 e começou a desmobilizar pelas 19:20.

05.01.2026

PCP e Bloco tecem duras críticas à posição do Governo sobre Venezuela

O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, o rapto do Presidente Nicolás Maduro e as pretensões norte-americanas sobre a governação e os recursos petrolíferos venezuelanos foram hoje duramente criticados por dirigentes partidários portugueses e por um candidato presidencial.

As críticas de Paulo Raimundo, secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Alexandre Abreu, membro da Comissão Política do Bloco de Esquerda (BE), André Pestana, candidato às eleições presidenciais portuguesas de 18 deste mês, foram feitas durante uma manifestação de protesto contra a "agressão militar" liderada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

A manifestação decorreu diante da estátua de Simon Bolívar, na Avenida da Liberdade em Lisboa, promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), liderada por Isabel Camarinha, em que Paulo Raimundo acusou Washington de ter ido longe demais.

"Há um Estado que são os Estados Unidos que decidiram agredir um Estado soberano que é a Venezuela. Não só agrediu militarmente como foi lá a raptar o Presidente. Levou o Presidente eleito para os Estados Unidos e a partir daquele momento decide que vai administrar os recursos petrolíferos da Venezuela, vai administrar os recursos minerais da Venezuela e, pior, decide que vai governar o Estado soberano da Venezuela", afirmou o líder comunista.

"E pior, como se isso não bastasse, ainda veio intimidar a Colômbia, ainda veio intimidar Cuba, ainda veio intimidar todos os povos da América Latina e a própria Dinamarca, o que é uma coisa extraordinária", acrescentou, lamentando e criticando também a "subserviência à ação criminosa dos Estados Unidos".

Para Raimundo, este é também o momento para registar a "hipocrisia, o cinismo e as posições de conveniência", sublinhando que se ouve "muita conversa, muita subserviência e muita gente ajoelhada perante a ação criminosa dos Estados Unidos"

O líder comunista também criticou a postura "intolerável" do Governo português, pois "procurou legitimar algo que é ilegal" e "admite que pode ter alguma razão de bondade aquela ação subversiva, aquele ato terrorista que foi o que aconteceu".

No mesmo tom, Alexandre Abreu, argumentou que, "infelizmente", quer a Europa quer Portugal manifestaram uma "total complacência, tibieza, verdadeiramente cobardia, uma incapacidade de falar com um pouco mais de coerência e de espinha dorsal relativamente àquilo que são estas grosseiras violações do direito internacional".

"É uma agressão imperialista, que nem sequer procura disfarçar os seus motivos. Donald Trump foi já explícito relativamente ao objetivo de apropriação dos recursos naturais. A Venezuela tem as maiores reservas petrolíferas do mundo e é, no fundo, apenas isso que está a motivar esta agressão.

"Infelizmente a União Europeia, a generalidade dos líderes europeus e também do governo português estão a mostrar a sua perfeita inutilidade política, a sua total cobardia. [...] Parece-me extraordinário que o governo fale sobre a Ucrânia e depois se acanhe de uma forma absolutamente subserviente a esta grosseira violação do direito internacional. Mostra uma completa cobardia e uma total falta de coerência", vincou.

André Pestana alinhou pelo mesmo diapasão e condenou o "grave incidente" que passa pelo facto de os Estados Unidos, "a maior potência do mundo em termos de militares, terem bombardeado uma capital estrangeira, Caracas, raptado, pelo menos que se saiba, duas pessoas e assassinado várias pessoas também, num ato claramente de uma ingerência que é inadmissível, ou seja, não teve qualquer mandato".

Criticando também a posição de subserviência do Governo português, e questionado sobre o que faria se fosse Presidente português, Pestana respondeu que teria uma posição "muito clara", de estar "contra este tipo de ingerências" mesmo em países com regimes ditatoriais

"Não pode ser assim a nova ordem mundial. Porque de facto não é esse o futuro que queremos para a nossa juventude, para os nossos filhos: Não queremos uma nova ordem mundial de guerras", afirmou.

"O dinheiro e o lucro não podem justificar invasões, a destruição ambiental. Trump é negacionista, e o sistema de direita, de uma forma geral, é negacionista em relação à crise climática e por isso temos que pôr o dedo na ferida. O lucro não pode justificar tudo e não pode hipotecar o presente e o futuro", defendeu.

Isabel Camarinha, por sua vez, criticou a "brutal agressão" norte-americana, "que não pode ficar incólume" e tem de ser denunciado nas ruas e condenado pelos organismos internacionais, uma vez que, a título de exemplo, quer a União Europeia quer Portugal "estão obrigados a condenar esta violação do direito internacional".

"A União Europeia praticamente não condenou. Fala sobre o direito internacional, mas com muita contenção. Temos uma Gronelândia, temos Cuba, temos Colômbia. Quando forem outros países, queremos ver como é. Aliás, isto tem sido sempre uma questão de dois pesos e duas medidas. Em relação a umas situações, há uma grande condenação expressão, uma grande ação. Em relação a outras, não", concluiu.

05.01.2026

Delcy Rodriguez toma posse como presidente interina da Venezuela

Delcy Rodríguez toma posse como presidente interina da Venezuela
A carregar o vídeo ...

A até agora vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, tomou posse como presidente interina do país esta segunda-feira na Assembleia Nacional, sucedendo a Nicolás Maduro depois da sua captura por forças militares norte-americanas no sábado.  

"Juro não descansar um único minuto de forma a garantir a paz e a tranquilidade social, económica e espiritual do nosso povo. Vamos jurar como um país para fazer a Venezuela avançar nestes tempos terríveis", declarou na cerimónia.   

Depois de descrever a captura de Maduro como uma “barbárie”, Delcy Rodriguez, uma das maiores figuras do regime “chavista”, adotou um tom mais conciliador, mostrando-se disponível para cooperar com os EUA.             

Apesar disso, Rodriguez disse que foi com uma "dor no coração" que assistiu ao "rapto de dois heróis que estão sob sequestro: o Presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores", referiu.

A investidura da nova presidente venezuelana foi bem recebida pelo próprio filho de Nicolás Maduro, que manifestou o seu “apoio incondicional” a Delcy Rodriguez durante a cerimónia de tomada de posse. “Para si, Delcy [vai] o meu apoio incondicional. Conte comigo e com a minha família”, disse Nicolás Maduro Guerra.

Já Jorge Rodríguez, o irmão de Delcy, foi reconduzido para o sexto mandato consecutivo como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.

05.01.2026

Próxima audiência a 17 de março

A primeira audiência de Nicolás Maduro perante a justiça americana já terminou, tendo durado aproximadamente 30 minutos.

O Presidente da Venezuela volta a apresentar-se em tribunal no dia 17 de março, às 11 horas locais (16 horas de Lisboa), definiu esta segunda-feira o juiz Alvin Hellerstein.

Nos momentos finais da audiência, o advogado do casal venezuelano sublinhou que a primeira-dama Cilia Flores tem "hematomas graves numa costela" e que precisa de cuidados médicos "adequados".

O juiz remeteu a resolução desta questão para os advogados e procuradores ligados ao caso.


05.01.2026

Advogado de Maduro admite pedir libertação sob fiança

Barry Pollack, o advogado que está a representar o Presidente e a primeira-dama da Venezuela, disse não estar neste momento à procura de uma libertação do casal sob fiança, mas adianta que poderá fazê-lo num momento posterior.

"Quando apropriado, pode fazer o pedido para libertação sob fiança", acrescentou o juiz Alvin Hellerstein, segundo o relato feito da sala de tribunal pela NBC News.

05.01.2026

Nicolás Maduro diz que não é culpado. As primeiras palavras em tribunal

"Sou o Presidente da Venezuela e fui capturado na minha casa". Estas foram as primeiras palavras de Nicolás Maduro no tribunal nesta segunda-feira, segundo a NBC News.

"Não sou culpado. Sou um homem decente. E ainda sou o Presidente do meu país", declarou pouco depois o líder sul-americano.

A esposa, Cilia Flores, que também foi capturada pelos EUA e responde igualmente esta segunda-feira em tribunal por alegações de narcoterrorismo, declarou-se também inocente. "[Declaro-me] Inocente, completamente inocente", disse Flores.

O casal responde perante as acusações americanas de conspiração de narcoterrorismo, tráfico de droga, posse de armas e dispositivos destrutivos.

A sessão está a ser conduzida pelo juiz Alvin Hellerstein.

05.01.2026

EUA dizem na ONU que não existe uma guerra na Venezuela

“Não estamos a ocupar um país”: EUA defendem captura de Maduro enquanto ONU questiona legalidade da operação
A carregar o vídeo ...

Mike Waltz, o representante dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), disse na reunião de emergência do conselho de segurança que "não existe uma guerra na Venezuela", depois do o seu país ter bombardeado várias localizações da capital Caracas e capturado o Presidente Nicolás Maduro.

"Não estamos a ocupar um país. Isto foi uma operação para a aplicação da lei, no âmbito de acusações legais que existem há décadas", defendeu Waltz perante a ONU.

"Maduro não é apenas um traficante de droga indiciado. Ele foi presidente de forma ilegítima", adiantou ainda o representante americano.

05.01.2026

Delcy Rodriguez sinaliza cooperação com os EUA

Enquanto Nicolás Maduro se prepara para ouvir num tribunal em Nova Iorque as acusações das quais é alvo, na Venezuela houve uma mudança de tom sobre a operação desencadeada durante o fim de semana.

Delcy Rodriguez, escolhida pelo Tribunal Constitucional como Presidente interina, primeiro manifestou total apoio a Nicolás Maduro e chegou mesmo a acusar os EUA de "rapto". No domingo, o tom da líder venezuelana já foi diferente.

"Convidamos o Governo dos EUA a trabalharmos juntos numa agenda de cooperação. (...) O Presidente Donald Trump, o nosso povo e a nossa região merecem paz e diálogo, não a guerra", disse, citada pelo jornal .

No domingo, Donald Trump, líder americano, avisou que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, "pagará mais caro do que Maduro" se "não fizer o que deve". A Venezuela, concluiu, está "em falência" e o "país é uma catástrofe em todos os domínios".

05.01.2026

Maduro e a mulher já chegaram ao tribunal em Nova Iorque

Veja o vídeo da chegada de Maduro ao tribunal em Nova Iorque
A carregar o vídeo ...

05.01.2026

Maduro já deixou centro de detenção em Brooklyn. Líder venezuelano responde à tarde em tribunal

Maduro já saiu da prisão e seguiu para tribunal em Nova Iorque
A carregar o vídeo ...

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já saiu do centro de detenção em Brooklyn no qual estava retido. Transportado de helicóptero, vai ser levado para um tribunal federal do distrito sul, em Manhattan.

Maduro e a mulher, Cilia Flores, vão apresentar-se em tribunal esta tarde, pelas 17 horas de Lisboa, onde vão ouvir as acusações formais da justiça norte-americana e que estão na base da captura do casal neste fim de semana. Maduro é acusado pela justiça norte-americana de “narcoterrorismo”, importação de cocaína para os Estados Unidos e posse de armas.  

Ver comentários
Publicidade
C•Studio