Iranianos sem internet após onda de protestos

Com as manifestações a subirem de tom, o Irão mandou cortar a internet no país. Donald Trump já ameaçou intervir, caso o número de mortes aumente.
Iranianos sem internet após onda de protestos
Inês Pinto Miguel 09 de Janeiro de 2026 às 10:36

A onda de violentos protestos que se está a fazer sentir no Irão levou o Governo local a bloquear o acesso nacional à internet. As manifestações estão a decorrer há 12 dias consecutivos, contra as condições económicas provocadas pelo regime iraniano.

Os protestos arrancaram no fim de dezembro devido a razões económicas, nomeadamente à subida vertiginosa da inflação, mas agora estão a mudar de tom para assuntos políticos, nomeadamente contra o regime de Ayatollah Ali Khamenei. Esta não é a primeira vez que o governo iraniano bloqueia o acesso da população à internet.

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O grupo NetBlocks começou a relatar interrupções no acesso energético no oeste do Irão no início do dia de quinta-feira, quando as forças de segurança tentavam controlar os manifestantes, tendo levado o apagão a nível nacional.

Com 45 mortes registadas nestas duas semanas e mais de dois mil manifestantes presos, estes estão a ser considerados os maiores protestos dos últimos três anos. Ficam apenas atrás das manifestações de 2022 sobre as liberdades das mulheres.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou publicamente os manifestantes iranianos, pedindo que continuem a lutar. Inclusivamente, Trump ameaçou intervir no Irão, caso os tumultos continuem a fazer crescer o número de mortes registadas. 

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O alerta é visto como um desafio às autoridades iranianas, revela o diretor do Internactional Crisis Group para o Irão, Ali Vaez, à NBC News. "A ameaça de Trump colocou o regime num dilema: se os protestos aumentarem, poderão recorrer a outros níveis de violência para os travarem. Mas se a violência aumentar, correm o risco de os EUA se envolverem", apontou.


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