Irão volta a encerrar estreito de Ormuz
Menos 24 horas depois de reabrir o estreito de Ormuz, o Irão voltou a encerrar esta via marítima à navegação, em resposta ao bloqueio naval dos Estados Unidos.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irão acusou os Estados Unidos de prosseguirem com atos de pirataria e roubo marítimo sob o pretexto de um bloqueio.
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Teerão descreve o bloqueio norte-americanos como um ato de pirataria e exige que a Casa Branca levante as restrições à navegação de navios com origem iraniana e com destino ao Irão.
Até isso acontecer, anunciou que a passagem pelo estreito de Ormuz vai voltar a estar limitada apenas a embarcações permitidas pelo país, ou seja, vai regressar “ao seu estado anterior”.
Esta sexta-feira o Irão tinha declarado a reabertura do estreito de Ormuz a “todos os navios comerciais” enquanto durar o cessar-fogo no Líbano. A informação foi avançada pelo chefe da diplomacia iraniana, numa publicação citada pela imprensa internacional. Em reação à decisão de Teerão, Donald Trump anunciou que o bloqueio naval dos EUA no estreito permanecerá em vigor, mas apenas para navios com ligação ao regime iraniano.
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Na quinta-feira, foi alcançado um acordo para um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano, em paralelo com o cessar-fogo alcançado anteriormente entre os EUA e o Irão, cujo prazo atual termina na próxima semana.
Em reação à decisão de Teerão de reabrir a passagem, esta sexta-feira, o Presidente dos EUA anunciou, na rede social Truth, o levantamento do bloqueio naval norte-americano no estreito de Ormuz, mas de forma parcial: “O estreito de Ormuz está totalmente aberto e pronto para a passagem total, mas o bloqueio continuará em vigor no que ao Irão diz respeito, até ao momento em que a nossa transação com o Irão esteja 100% concluído.”
No entanto, Donald Trump afirmou que “esse processo deverá decorrer de forma muito célere” porque “a maioria dos pontos já estão negociados”.
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