Trump dá 10 dias ao Irão para se chegar a um acordo

Em causa está um princípio de entendimento sobre o programa nuclear. Líder dos EUA avisa que podem ocorrer "coisas más".
Trump diz que há países que já contribuíram com mil milhões de euros para o Conselho de Paz
AP
Lusa 19 de Fevereiro de 2026 às 17:22

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quinta-feira que serão dados 10 dias para decidir se é possível alcançar um acordo com o Irão sobre o programa nuclear, avisando que, caso contrário, poderão ocorrer “coisas más”.

“Talvez tenhamos de ir mais longe, ou talvez não, talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente saberão nos próximos 10 dias”, declarou Trump em Washington, antes da primeira reunião do Conselho da Paz. Durante o encontro, o chefe de Estado norte-americano sublinhou ser necessário “chegar a um acordo significativo” com Teerão, acrescentando que, se tal não acontecer, o desfecho poderá ser mais difícil.

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“Agora é o momento de o Irão se juntar a nós num caminho que complete o que estamos a fazer. Se se juntarem a nós, será ótimo. Se não se juntarem, também será ótimo, mas será um caminho muito diferente”, explicou Trump.

As declarações surgem num contexto de reforço do destacamento militar norte-americano no Médio Oriente, com mobilização de meios navais e aéreos, numa demonstração de pressão sobre a República Islâmica.

Segundo a cadeia televisiva CNN e o jornal The New York Times, os militares norte-americanos estarão preparados para lançar um ataque contra o Irão nos próximos dias, embora Trump ainda não tenha tomado uma decisão final sobre a autorização de uma eventual operação.

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O isolamento internacional do Irão é crescente e a comprová-lo está o facto de a União Europeia (UE) ter formalizado hoje a inclusão da Guarda Revolucionária iraniana na sua lista de terroristas, após a repressão de manifestações recentes no país que causou milhares de mortos e um acordo político dos Estados-membros.

Segundo um comunicado hoje divulgado, o Conselho da UE decidiu adicionar o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão à lista da UE de organizações terroristas, ficando sujeita a medidas restritivas ao abrigo do regime de sanções antiterroristas do bloco.

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Estas sanções incluem o congelamento dos seus fundos e outros ativos financeiros ou recursos económicos nos Estados-membros, bem como a proibição de os operadores da UE disponibilizarem fundos e recursos económicos ao grupo.

Com a decisão de hoje, a lista de terroristas da UE inclui 13 pessoas e 23 grupos e entidades sujeitos a medidas restritivas.

A lista em causa é diferente do regime que dá execução às Resoluções 1267 (1999), 1989 (2011) e 2253 (2015) do Conselho de Segurança das Nações Unidas visando a Al-Qaida e o Daesh.

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Em 29 de janeiro, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE chegaram a acordo sobre a decisão de classificar o exército ideológico iraniano.

Em declarações aos jornalistas então, o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Paulo Rangel, reiterou que Portugal apoia esta designação.

“Nós estamos a falar de dezenas de milhares de mortos [no Irão]. Estamos a falar de praticamente crimes contra a humanidade. [A nossa discussão] foi muito à base dessa questão: da situação atual e das posições que nós podemos tomar no plano das sanções internacionais para pressionar as autoridades iranianas a parar com esta matança sistemática”, referiu o MNE.

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