Reservas de crude só chegam à Europa no fim do mês. UE debate amanhã missão naval no estreito de Ormuz
Acompanhe, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente este domingo
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Alemanha recusa apelo de Trump para garantir segurança no estreito de Ormuz
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, garantiu este domingo que o seu país não participará numa missão para garantir a segurança no estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelas ações de retaliação do Irão contra os EUA e Israel.
"Não participaremos no confronto", disse Johann Wadephul em entrevista à emissora pública ARD, citado pela agência EFE. Wadephul respondia a uma pergunta sobre a mensagem do presidente norte-americano, Donald Trump, exortando outros países afetados pelo bloqueio do estreito de Ormuz a garantirem a segurança da navegação. "Para responder à pergunta sobre se seremos parte ativa neste confronto: não", afirmou o ministro alemão.
No sábado, Trump escreveu na sua rede social Truth Social que esperava que "a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros afetados por esta restrição artificial enviem navios para a área para que o estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça de uma nação completamente sem liderança".
O ataque dos EUA e de Israel contra o Irão levou aquele país a bloquear o estreito de Ormuz, um ponto crucial para o transporte marítimo de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e de gás destinados ao sudeste asiático.
Numa entrevista ao Financial Times este domingo, Donald Trump alertou que a NATO enfrenta um futuro “muito mau” se os aliados dos EUA não ajudarem a abrir o estreito de Ormuz.O Presidente dos EUA avançou ainda que poderá adiar a sua cimeira com o presidente chinês, Xi Jinping, ainda este mês, enquanto pressiona Pequim para ajudar a desbloquear a via que é crucial para o comércio global.
Irão quer fazer "revisão séria" das relações com os Estados do Golfo
As relações do Irão com os Estados do Golfo vão ter de ser alvo de uma "revisão séria" à luz dos ataques dos EUA e Israel ao Irão, limitando o poder dos atores externos para que a região possa prosperar, disse o embaixador de Teerão na Arábia Saudita, Alireza Enayati, em entrevista este domingo à Reuters.
"O que a região testemunhou nas últimas cinco décadas é o resultado de uma abordagem de exclusão [dentro da região] e de uma dependência excessiva de potências externas", disse, apelando a laços mais profundos entre os seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo.
Questionado pela Reuters sobre se estava preocupado com as relações poderem vir a ser prejudicadas pela guerra, o embaixador Alireza Enayati afirmou: "É uma pergunta válida e a resposta pode ser simples. Somos vizinhos e não podemos viver uns sem os outros; precisaremos de uma revisão séria."
Reservas de petróleo só chegam à Europa no fim do mês
A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou que os 400 milhões de barris de reservas de emergência de petróleo vão começar a ser libertadas nos mercados globais "em breve". A disponibilização da matéria-prima vai ser feita faseadamente, de acordo com um comunicado divulgado este domingo.
O petróleo destinado à Ásia estará imediatamente disponível, enquanto as Américas e a Europa só receberão os fornecimentos de emergência a partir do final de março. Os compradores na Ásia dependem fortemente do fluxo de petróleo do Médio Oriente, pelo que a rapidez na libertação das reservas é crucial para a região.
Os contratos futuros de petróleo fecharam acima dos 100 dólares por barril na sexta-feira pelo segundo dia consecutivo e os investidores preparam-se para uma semana novamente turbulenta após os ataques dos EUA a instalações militares próximas do principal centro de exportação de petróleo do Irão no fim de semana.
Irão alerta contra qualquer ação que possa expandir a guerra
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, exortou este domingo as outras nações a “absterem-se de qualquer ação que possa levar a uma escalada e a uma extensão do conflito”.
O aviso foi feito durante uma conversa telefónica com o homólogo francês, Jean-Noel Barrot, e após um pedido de auxílio do Presidente norte-americano, Donald Trump, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.
Exército israelita prevê que a guerra vai durar mais três a seis semanas
As Forças de Defesa de Israel preveem que a guerra com o Irão poderá durar mais três a seis semanas, indicou o porta-voz do exército, este domingo, que destacou a existência de “milhares de objetivos pela frente".
"Estamos preparados, em coordenação com os nossos aliados americanos, com planos que se estenderão pelo menos até ao feriado judaico da Páscoa [que começa em 01 de abril], daqui a cerca de três semanas. E temos planos mais ambiciosos que abrangem até mais três semanas", precisou Effie Defrin, em entrevista à cadeia televisiva CNN.
Contudo, o porta-voz militar observou que as forças israelitas "não trabalham com um cronómetro ou calendário, mas para atingir os seus objetivos", que consistem em "enfraquecer severamente o regime iraniano".
A entrevista surge no mesmo dia em que o chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, insistiu que a guerra contra o Irão vai durar até que sejam eliminadas as “ameaças existenciais” que o país representa para Israel.
“Queremos acabar com as ameaças existenciais do Irão a longo prazo, não queremos ir todos os anos para outra guerra”, declarou Saar sobre a ofensiva aérea desencadeada em conjunto com os Estados Unidos em 28 de fevereiro.
O Irão respondeu desde então com ataques com mísseis e drones contra Israel e contra os países vizinhos, visando em particular bases militares e outros interesses norte-americanos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.
Ao mesmo tempo, colocou sob ameaça militar o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, fazendo disparar o preço do barril para cerca de cem dólares.
Um alto dirigente israelita, que falou sob anonimato ao jornal The Times of Israel, assinalou este domingo "sinais de fissuras" dentro do Governo iraniano.
"Estamos a criar as condições" para o derrube do regime, argumentou o responsável israelita, reforçando a posição de Telavive e Washington de que, "em última análise”, tudo dependerá do povo iraniano.
"Pode estar a demorar um pouco, mas não é uma guerra sem fim, e estamos bem à frente do calendário", acrescentou.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou hoje pelo seu lado a afastar a possibilidade de um acordo com o Irão neste momento.
"O Irão quer fazer um acordo, e eu não quero, porque os termos do acordo ainda não são suficientemente bons", declarou, em entrevista à cadeia NBC.
Para Trump, os termos de um entendimento precisam ser "muito fortes" e incluir um compromisso de Teerão para abandonar as suas ambições nucleares.
Até à data, o líder da Casa Branca indicou vários prazos e objetivos para o fim da ofensiva militar.
Dois dias depois do início dos ataques, afirmou que poderia durar "quatro ou cinco semanas", na semana passada reduziu o prazo e disse que estava "prestes a terminar" e na sexta-feira respondeu que vai durar “o tempo que for preciso”.
O Irão rejeitou até agora qualquer discussão para estabelecer um cessar-fogo neste conflito que se propagou a toda a região e reacendeu a guerra no Líbano, depois de o grupo xiita Hezbollah ter partido em apoio do seu aliado de Teerão e começado a atacar Israel.
Na sexta-feira, alguns dos principais líderes do regime iraniano marcharam no centro de Teerão em desafio dos ataques israelo-americanos, mas não o novo líder supremo.
Mojtaba Khamenei foi ferido, segundo vários relatos de fontes ligadas ao regime iraniano, no mesmo bombardeamento que matou o seu pai e antecessor, Ali Khamenei, e não é visto em público h+a vários dias.
O chefe da diplomacia de Teerão, Abbas Araqchi, disse no sábado que “não há qualquer problema” com Mojtaba Khamenei, que “está a cumprir os seus deveres de acordo com a Constituição e continuará a fazê-lo".
Ministros da UE vão debater missão naval no Estreito de Ormuz
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE vão esta segunda-feira debater a eventual extensão da missão naval "Aspides" da UE ao Estreito de Ormuz, afirmou um responsável a par das discussões em curso, revela o jornal britânico Financial Times este domingo.
A missão "Aspides", atualmente composta por três navios franceses, gregos e italianos, limita-se, em grande parte, a prestar proteção contra ataques houthis a navios comerciais no Estreito de Bab el-Mandeb, ao largo da costa do Iémen. Alargar o seu âmbito ao Estreito de Ormuz, que está atualmente a ser fechado pelo Irão, exigiria um novo mandato, afirmou o mesmo responsável, sob anonimato.
Uma missão naval conjunta UE-ONU para garantir a passagem segura "parece mais provável" do que os países da UE abordarem o Irão bilateralmente, acrescentou o mesmo responsável, citado pelo FT.
Questionada pelo jornal britânico, a Comissão não deu quaisquer esclarecimentos.
Itália faz esta segunda-feira ponto da situação sobre contactos no Médio Oriente
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Antonio Tajani, participar esta segunda-feira numa reunião em Bruxelas para debater a guerra no Médio Oriente, o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz e as medidas internacionais para a libertação de reservas de petróleo.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que Tajani iria "apresentar um relatório sobre os contactos que manteve com os países do Golfo e outros parceiros regionais para promover a uma redução da escalada de tensão na regiã, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo e retomar o diálogo, utilizando todos os instrumentos à disposição da União Europeia".
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se esta segunda-feira em Bruxelas com a crise no Médio Oriente na agenda. Segundo o site da Comissão Europeia, os chefes da diplomacia dos 27 Estados-membros irão "debater a situação no Médio Oriente, à luz dos últimos desenvolvimentos na sequência do início da guerra entre os EUA, Israel e o Irão, bem como os seus efeitos em toda a região".
França trabalha em missão naval conjunta para o Estreito de Ormuz
A informação é avançada este domingo por um diplomata francês, que adianta que o país está a colaborar com parceiros numa missão naval conjunta para garantir a segurança do Estreito de Ormuz. "Estamos a trabalhar com vários parceiros para garantir a passagem segura dos petroleiros pelo Estreito de Ormuz", afirmou o diplomata, citado pelo jornal britânico Financial Times, acrescentando que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, iria debater a questão com os seus homólogos da UE na segunda-feira.
No início desta semana, e antes do apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, aos aliados para que ajudassem a garantir a passagem segura de navios comerciais pelo estreito, o presidente francês, Emmanuel Macron, já tinha afirmado que o país estava a trabalhar para criar uma «missão puramente defensiva e de escolta» para reabrir a rota marítima.
A Coreia do Sul já reconheceu estar a avaliar o pedido do chefe de Estado dos EUA, sem adiantar mais detalhes. Também o governo britânico pela voz do ministro da Energia Ed Miliband, disse estar a "analisar intensamente" formas de ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.
Reino Unido "analisa intensamente" forma de ajudar a reabrir o estreito de Ormuz
O governo do Reino Unido está a "analisar intensamente" formas de ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, revelou este domingo ministro da Energia britânico, Ed Miliband.
Miliband afirmou que há uma "série de medidas" que a Grã-Bretanha poderia tomar para ajudar a desbloquear esta passagem marítima crucial.
"É muito importante que consigamos reabrir o estreito, porque o aumento dos preços do petróleo e do gás a que assistimos é causado pelo seu encerramento", declarou o governante do Executivo de Starmer em declarações à cadeia de televisão Sky News, citadas pelo Financial Times. "É importante que trabalhemos com os nossos parceiros para garantir a reabertura do estreito, e é algo em que estamos a trabalhar intensamente", declarou.
Segundo Miliband, existem várias opções disponíveis, incluindo a utilização de equipamento autónomo de deteção de minas.
Recorde-se que Trump pediu à China, Coreia do Sul e Japão que enviem navios para garantir a segurança da rota petrolífera do Golfo. A Coreia do Sul já disse que estar a "acompanhar de perto" o pedido do líder norte-americano.
Israel nega que esteja a sofrer de escassez de mísseis intercetores
A notícia tinha sido avançada pelo site Semafor, citando funcionários da administração norte-americana. Segundo a mesma publicaçao, o governo israelita teria informado os Estados Unidos de que estaria a ficar sem mísseis intercetores, com os quais derruba os mísseis balísticos iranianos.
Este domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, negou que o seu país esteja a sofrer de escassez de mísseis intercetores, após 16 dias a defender-se dos ataques do Irão e do Hezbollah, em declarações citadas pelas agências internacionais.
Saar adiantou também que o governo israelita não tencionava realizar conversações diretas com o Líbano nos próximos dias.
Trump disse à NBC que os termos para um acordo "ainda não são suficientemente bons"
Donald Trump afirmou no sábado que os termos para um acordo com o Irão, que ponha fim ao conflito, "ainda não são suficientemente bons", ainda que tenha admitido que o regime de Teerão "estava disposto a negociar um cessar-fogo".
Numa entrevista à NBC News, o presidente dos Estados Unidos afirmou que continuava a procurar obter o compromisso do Irão de abandonar quaisquer ambições de armas nucleares.
Trump afirmou que está a trabalhar com outros países para reabrir o Estreito de Ormuz, mas adiantou não saber se o Irão tinha minado aquela via navegável. Não comentou, apesar disso, quaisquer planos para fornecer escolta da Marinha dos EUA a navios que navegassem pelo ponto de estrangulamento.
Na sexta-feira, recorde-se, Trump ordenou às forças armadas norte-americanas que bombardeassem a Ilha de Kharg. Na entrevista à NBC, no sábado à noite, o Chefe de Estado admitiu que os EUA poderiam "atacá-la mais algumas vezes apenas por diversão".
Coreia do Sul analisa pedido de Trump para envio de navios para Ormuz
A Coreia do Sul está a analisar o pedido norte-americano para enviar navios para o estreito de Ormuz para garantir a segurança da rota petrolífera do Golfo, afirmou este domingo um responsável da presidência sul-coreana. "Estamos a acompanhar de perto as observações do Presidente [Donald] Trump nas redes sociais e analisaremos a questão com cuidado, em estreita concertação com os Estados Unidos", afirmou a fonte oficial à agência de notícias francesa AFP.
Trump pediu no sábado aos países afetados pelo atual bloqueio da rota petrolífera, nomeadamente a China, a Coreia do Sul e Japão, para ajudarem a resolver a situação no estreito de Ormuz. Trump disse na sexta-feira que a marinha dos Estados Unidos começaria "muito em breve" a escoltar petroleiros na passagem estratégica, que está praticamente bloqueada pelo Irão desde que começou a guerra no Médio Oriente, em 28 de fevereiro.
"Esperemos que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros (...) enviem navios para a região a fim de que o estreito de Ormuz não seja mais ameaçado por um país totalmente decapitado", acrescentou.
A fonte da presidência sul-coreana disse à AFP que Seul estava a "analisar e a estudar de forma aprofundada diversas medidas (...) para garantir a segurança das vias de transporte de energia". A Coreia do Sul, que depende fortemente das importações de energia, nomeadamente das entregas que transitam pelo estreito de Ormuz, impôs um limite aos preços dos combustíveis para atenuar a pressão durante a guerra no Irão, uma medida inédita desde 1997.
O pedido de Trump foi recebido com cautela no Japão, cuja Constituição pacifista adotada depois de 1945 proíbe o envolvimento das forças de defesa em conflitos. O chefe do conselho político do Partido Liberal Democrático (LPD, no poder), Takayuki Kobayashi, não rejeitou hoje a possibilidade do envio de navios de guerra, mas aconselhou muita cautela na avaliação do pedido de Trump.
"Legalmente, não descartamos a possibilidade de emitir uma ordem de segurança marítima ao abrigo do artigo 82.º da Lei das Forças de Autodefesa, mas, dado o conflito em curso, devemos tomar uma decisão com cautela", advertiu na TV pública NHK. Kobayashi disse que os critérios para o envio de navios de guerra para Ormuz "são muito elevados" e pediu que o Governo japonês "considere com calma" a evolução da situação no Médio Oriente, de acordo com a agência espanhola EFE.
A guerra em curso no Médio Oriente resultou no bloqueio quase total pelo Irão do estreito de Ormuz, por onde transita mais de 20% do comércio petrolífero internacional. O conflito fez aumentar os preços do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis e de bens essenciais em vários países, incluindo Portugal, fazendo recear uma crise económica global. Mais de duas mil pessoas foram mortas desde o início da guerra, a maioria no Irão.
Guarda Revolucionária jura "caçar e matar" primeiro-ministro de Israel
A Guarda Revolucionária iraniana prometeu este domingo "caçar e matar" o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no 16.º dia do conflito desencadeados pelos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão.
"Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e a matá-lo com todas as nossas forças", escreveu a Guarda num comunicado.
Em retaliação pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
Os Emirados Árabes Unidos relataram este domingo um novo ataque com mísseis lançado a partir do Irão, com as autoridades a aconselharem os residentes a abrigarem-se em locais seguros.
O gabinete de imprensa de Abu Dhabi, capital do país, informou sobre um incêndio iniciado por um drone que atingiu uma instalação petrolífera na zona de Ruwais, que foi posteriormente controlado.
O gabinete de imprensa no Dubai, também nos Emirados Árabes Unidos, informou que os sistemas de defesa aérea intercetaram drones nas zonas de Marina e Al Sufouh.
O país tem "o direito de se defender" contra os ataques iranianos, mas continua a optar pela moderação, sublinhou na rede social Anwar Gargash, conselheiro da presidêncial emirati.
Os Emirados Árabes Unidos "fizeram esforços sinceros até ao último momento para mediar entre Washington e Teerão de forma a evitar esta guerra", acrescentou Gargash.
O Irão alertou que considera os portos dos Emirados Árabes Unidos alvos legítimos e classificou como "uma piada" o apoio prometido pela Ucrânia aos aliados dos Estados Unidos no Golfo na luta contra os drones.
Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa informou ter intercetado pelo menos 12 drones nas últimas quatro horas, em várias mensagens publicadas na rede social X.
A Guarda Nacional do Kuwait informou ter abatido cinco drones nas últimas 24 horas.
Anteriormente, as mesmas autoridades reportaram ataques de drones contra sistemas de radar no Aeroporto Internacional do Kuwait, bem como na base aérea de Ahmad Al Jaber, ferindo três soldados.
Fortes explosões foram ouvidas em Manama, capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da agência de notícias France-Presse presentes no local.
Desde o início da guerra, o Bahrein afirma ter intercetado 125 mísseis iranianos e 203 drones, além de ter registado duas mortes. Noutros países do Golfo, estes ataques resultaram em 24 mortes.
"O que estamos a fazer é simplesmente aplicar o conhecido princípio de olho por olho", declarou, no sábado, o ministro dos negócios estrangeiros do Irão, Abbas Araqhchi.
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