pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque
Ao minutoAtualizado há 47 min11h37

Guarda Revolucionária do Irão promete "caçar" Netanyahu. Trump diz que ainda não há condições para acordo

Acompanhe, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente este domingo

Guarda Revolucionária jura 'caçar e matar' primeiro-ministro de Israel
Guarda Revolucionária jura "caçar e matar" primeiro-ministro de Israel Abedin Taherkenareh / Lusa - EPA
10:16
há 47 min.11h36

Reino Unido "analisa intensamente" forma de ajudar a reabrir o estreito de Ormuz

O governo do Reino Unido está a "analisar intensamente" formas de ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, revelou este domingo ministro da Energia britânico, Ed Miliband.

Miliband afirmou que há uma "série de medidas" que a Grã-Bretanha poderia tomar para ajudar a desbloquear esta passagem marítima crucial.

"É muito importante que consigamos reabrir o estreito, porque o aumento dos preços do petróleo e do gás a que assistimos é causado pelo seu encerramento", declarou o governante do Executivo de Starmer em declarações à cadeia de televisão Sky News, citadas pelo Financial Times. "É importante que trabalhemos com os nossos parceiros para garantir a reabertura do estreito, e é algo em que estamos a trabalhar intensamente", declarou.

Segundo Miliband, existem várias opções disponíveis, incluindo a utilização de equipamento autónomo de deteção de minas.

Recorde-se que Trump pediu à China, Coreia do Sul e Japão que enviem navios para  garantir a segurança da rota petrolífera do Golfo. A Coreia do Sul já disse que estar a "acompanhar de perto" o pedido do líder norte-americano.

11h13

Israel nega que esteja a sofrer de escassez de mísseis intercetores

A notícia tinha sido avançada pelo site Semafor, citando funcionários da administração norte-americana. Segundo a mesma publicaçao, o governo israelita teria informado os Estados Unidos de que estaria a ficar sem mísseis intercetores, com os quais derruba os mísseis balísticos iranianos.

Este domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, negou que o seu país esteja a sofrer de escassez de mísseis intercetores, após 16 dias a defender-se dos ataques do Irão e do Hezbollah, em declarações citadas pelas agências internacionais.

Saar adiantou também que o governo israelita não tencionava realizar conversações diretas com o Líbano nos próximos dias.

10h40

Trump disse à NBC que os termos para um acordo "ainda não são suficientemente bons"

Donald Trump afirmou no sábado que os termos para um acordo com o Irão, que ponha fim ao conflito, "ainda não são suficientemente bons", ainda que tenha admitido que o regime de Teerão "estava disposto a negociar um cessar-fogo". 

Numa entrevista à NBC News, o presidente dos Estados Unidos afirmou que continuava a procurar obter o compromisso do Irão de abandonar quaisquer ambições de armas nucleares.

 Trump afirmou que está a trabalhar com outros países para reabrir o Estreito de Ormuz, mas adiantou não saber se o Irão tinha minado aquela via navegável. Não comentou, apesar disso, quaisquer planos para fornecer escolta da Marinha dos EUA a navios que navegassem pelo ponto de estrangulamento.

Na sexta-feira, recorde-se, Trump ordenou às forças armadas norte-americanas que bombardeassem a Ilha de Kharg. Na entrevista à NBC, no sábado à noite, o Chefe de Estado admitiu que os EUA poderiam "atacá-la mais algumas vezes apenas por diversão".


10h33

Coreia do Sul analisa pedido de Trump para envio de navios para Ormuz

A Coreia do Sul está a analisar o pedido norte-americano para enviar navios para o estreito de Ormuz para garantir a segurança da rota petrolífera do Golfo, afirmou este domingo um responsável da presidência sul-coreana. "Estamos a acompanhar de perto as observações do Presidente [Donald] Trump nas redes sociais e analisaremos a questão com cuidado, em estreita concertação com os Estados Unidos", afirmou a fonte oficial à agência de notícias francesa AFP.

Trump pediu no sábado aos países afetados pelo atual bloqueio da rota petrolífera, nomeadamente a China, a Coreia do Sul e Japão, para ajudarem a resolver a situação no estreito de Ormuz. Trump disse na sexta-feira que a marinha dos Estados Unidos começaria "muito em breve" a escoltar petroleiros na passagem estratégica, que está praticamente bloqueada pelo Irão desde que começou a guerra no Médio Oriente, em 28 de fevereiro.

"Esperemos que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros (...) enviem navios para a região a fim de que o estreito de Ormuz não seja mais ameaçado por um país totalmente decapitado", acrescentou.

A fonte da presidência sul-coreana disse à AFP que Seul estava a "analisar e a estudar de forma aprofundada diversas medidas (...) para garantir a segurança das vias de transporte de energia". A Coreia do Sul, que depende fortemente das importações de energia, nomeadamente das entregas que transitam pelo estreito de Ormuz, impôs um limite aos preços dos combustíveis para atenuar a pressão durante a guerra no Irão, uma medida inédita desde 1997.

O pedido de Trump foi recebido com cautela no Japão, cuja Constituição pacifista adotada depois de 1945 proíbe o envolvimento das forças de defesa em conflitos. O chefe do conselho político do Partido Liberal Democrático (LPD, no poder), Takayuki Kobayashi, não rejeitou hoje a possibilidade do envio de navios de guerra, mas aconselhou muita cautela na avaliação do pedido de Trump.

"Legalmente, não descartamos a possibilidade de emitir uma ordem de segurança marítima ao abrigo do artigo 82.º da Lei das Forças de Autodefesa, mas, dado o conflito em curso, devemos tomar uma decisão com cautela", advertiu na TV pública NHK. Kobayashi disse que os critérios para o envio de navios de guerra para Ormuz "são muito elevados" e pediu que o Governo japonês "considere com calma" a evolução da situação no Médio Oriente, de acordo com a agência espanhola EFE.

A guerra em curso no Médio Oriente resultou no bloqueio quase total pelo Irão do estreito de Ormuz, por onde transita mais de 20% do comércio petrolífero internacional. O conflito fez aumentar os preços do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis e de bens essenciais em vários países, incluindo Portugal, fazendo recear uma crise económica global. Mais de duas mil pessoas foram mortas desde o início da guerra, a maioria no Irão. 

10h15

Guarda Revolucionária jura "caçar e matar" primeiro-ministro de Israel

A Guarda Revolucionária iraniana prometeu este domingo "caçar e matar" o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no 16.º dia do conflito desencadeados pelos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão.

"Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e a matá-lo com todas as nossas forças", escreveu a Guarda num comunicado.

Em retaliação pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Os Emirados Árabes Unidos relataram este domingo um novo ataque com mísseis lançado a partir do Irão, com as autoridades a aconselharem os residentes a abrigarem-se em locais seguros.

O gabinete de imprensa de Abu Dhabi, capital do país, informou sobre um incêndio iniciado por um drone que atingiu uma instalação petrolífera na zona de Ruwais, que foi posteriormente controlado.

O gabinete de imprensa no Dubai, também nos Emirados Árabes Unidos, informou que os sistemas de defesa aérea intercetaram drones nas zonas de Marina e Al Sufouh.

O país tem "o direito de se defender" contra os ataques iranianos, mas continua a optar pela moderação, sublinhou na rede social Anwar Gargash, conselheiro da presidêncial emirati.

Os Emirados Árabes Unidos "fizeram esforços sinceros até ao último momento para mediar entre Washington e Teerão de forma a evitar esta guerra", acrescentou Gargash.

O Irão alertou que considera os portos dos Emirados Árabes Unidos alvos legítimos e classificou como "uma piada" o apoio prometido pela Ucrânia aos aliados dos Estados Unidos no Golfo na luta contra os drones.

Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa informou ter intercetado pelo menos 12 drones nas últimas quatro horas, em várias mensagens publicadas na rede social X.

A Guarda Nacional do Kuwait informou ter abatido cinco drones nas últimas 24 horas.

Anteriormente, as mesmas autoridades reportaram ataques de drones contra sistemas de radar no Aeroporto Internacional do Kuwait, bem como na base aérea de Ahmad Al Jaber, ferindo três soldados.

Fortes explosões foram ouvidas em Manama, capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da agência de notícias France-Presse presentes no local.

Desde o início da guerra, o Bahrein afirma ter intercetado 125 mísseis iranianos e 203 drones, além de ter registado duas mortes. Noutros países do Golfo, estes ataques resultaram em 24 mortes.

"O que estamos a fazer é simplesmente aplicar o conhecido princípio de olho por olho", declarou, no sábado, o ministro dos negócios estrangeiros do Irão, Abbas Araqhchi.

Ver comentários
Publicidade
C•Studio