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Lucros da indústria na China com primeira queda em três anos

Os lucros da indústria na China registaram uma queda homóloga de 1,8%, em Novembro, o primeiro registo negativo desde 2015, acompanhando a tendência de outros indicadores económicos do país, face às disputas comerciais com Washington.

EPA
Lusa 27 de Dezembro de 2018 às 07:40
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Segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) chinês, os lucros ascenderam a 594.800 milhões de yuan (75.840 milhões de euros), em novembro, uma queda de 3,6%, face ao mês anterior.

 

Nos primeiros onze meses do ano, os lucros totais das firmas industriais da China fixaram-se em 6,17 biliões de yuan (784.516 milhões de euros), 11,8% mais do que no mesmo período do ano passado.

 

Entre Janeiro e Outubro, a subida dos lucros fixou-se em 13,6%, em termos homólogos.

 

Entre os 41 sectores inquiridos pelo GNE, 29 registaram um aumento dos lucros, nos primeiros onze meses do ano, incluindo o sector do petróleo, aço, material de construção ou produtos químicos.

 

He Ping, estatístico do GNE, atribuiu a redução dos lucros, em Novembro, à "queda nas vendas e aumento dos custos de produção".

 

No mesmo mês, a produção industrial, outro importante indicador da segunda maior economia mundial, aumentou 5,4%, em Novembro, face ao mesmo mês do ano passado, depois de ter subido 5,9%, em Outubro. Foi a menor subida dos últimos dez anos.

 

O aumento das vendas a retalho, o principal indicador do consumo privado, recuou para 8,1%, o ritmo mais lento desde Maio de 2003, depois de se ter fixado nos 8,6%, em Outubro passado.

 

Os dados revelam que o crescimento da segunda maior economia do mundo deve abrandar no último trimestre do ano, depois de se ter fixado nos 6,5%, no terceiro trimestre, o ritmo mais baixo dos últimos dez anos.

 

Analistas prevêem que a economia chinesa registe um declínio acentuado, ao longo da primeira metade do próximo ano, refletindo o pleno efeito das taxas alfandegárias impostas pelos EUA.

 

A ascensão ao poder de Donald Trump nos EUA ditou o espoletar de disputas comerciais, com os dois países a aumentarem as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um.

 

A liderança norte-americana teme perder o domínio industrial global, à medida que Pequim tenta transformar as firmas estatais do país em importantes actores em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.

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