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Conselho de Segurança da ONU reúne-se para discutir ataque na Síria

Os EUA, o Reino Unido e a França realizaram um ataque a três alvos na Síria. A Rússia condenou a ofensiva e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A reunião está marcada para este sábado às 16:00.

Donald Trump

Donald Trump
O presidente dos EUA anunciou que foram lançados "ataques de precisão" contra alvos associados com o programa de armas químicas da Síria. Donald Trump anunciou assim, na Casa Branca, que tinha sido lançada uma "operação conjunta" com a França e o Reino Unido para punir o regime de Bashar al-Assad.Trump condenou os ataques químicos "monstruosos" levados a cabo pelo regime de Damasco E garantiu que a operação irá durar "o tempo que for necessário".

Theresa May

Theresa May
A primeira-ministra britânica considerou que não havia "alternativa ao uso da força". "Isto foi apenas sobre o uso de armas químicas", rejeitando que este ataque tenha estado relacionado com "mudanças no regime" sírio.

Emmanuele Macron

Emmanuele Macron
"Não podemos tolerar a banalização do uso das armas químicas", afirmou o presidente francês, realçando que o ataque "está circunscrito às operações do regime sírio que permitem a produção e utilização de armas químicas".

Vladimir Putin

Vladimir Putin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou os ataques perpetrados contra a Síria e exigiu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Putin considera que a intervenção dos EUA e dos seus aliados na Síria pode representar um agravar da catástrofe humanitária que se vive naquele país, além de afectar as relações internacionais. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, diz que os ataques desta madrugada são um "enorme retrocesso no processo de negociações". O embaixador russo, Anatoly Antonov, afirmou, através da rede social Twitter que "mais uma vez, fomos ameaçados. Avisámos que tais acções não ficariam sem consequências.

Bashar al-Assad

Bashar al-Assad
"Esta agressão não faz mais do que reforçar a determinação da Síria em continuar a lutar e esmagar o terrorismo, em cada parcela do seu território", afirmou o presidente da Síria, que garante que vai continuar a "lutar contra o terrorismo".

António Guterres

António Guterres
"Eu apelo a todos os Estados membros para que exerçam contenção nestas circunstâncias perigosas e para evitar todos os actos que possam agravar a situação e agravar o sofrimento do povo sírio", refere António Guterres em comunicado citado pela AFP.

Jean-Claude Juncker

Jean-Claude Juncker
"O uso de armas químicas é inaceitável e deve ser condenado nos seus termos máximos. A comunidade internacional tem de identificar e responsabilizar quem levou a cabo os ataques químicos", afirmou o presidente da Comissão Europeia, em comunicado. O responsável apelou a um cessar-fogo "duradouro" na Síria.

Augusto Santos Silva

Augusto Santos Silva
Portugal, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Augusto Santos Silva, diz que "compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar", adiantando ser "inaceitável o recurso a meios e formas de guerra que a humanidade não pode tolerar". No entanto, Portugal diz ser necessário "evitar qualquer escalada no conflito sírio, que gere ainda mais insegurança, instabilidade e sofrimento na região".
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt | Lusa 14 de Abril de 2018 às 14:04
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se este sábado a partir das 15:00 TMG (16:00 em Lisboa) sobre o ataque conjunto dos Estados Unidos, Reino Unido e França contra alvos na Síria, anunciaram fontes diplomáticas.

EUA, Reino Unido e França avançaram na madrugada deste sábado com um ataque aéreo contra três alvos na Síria, justificando a acção com o objectivo de dissuadir o regime de Bashar al-Assad de repetir o alegado uso de armas químicas na sua guerra contra os rebeldes.

 

Neste ataque conjunto foram lançados mais de 100 mísseis, com o objectivo de atingir três alvos. O primeiro, perto de Damasco, onde alegadamente estava o centro de investigação científica que, segundo os EUA, era utilizado para "investigação, desenvolvimento, produção e testes de armas químicas e biológicas", de acordo com as agências internacionais.


 O segundo alvo foi um depósito de armas químicas situado a oeste de Homs onde seriam guardadas as principais reservas de gás sarin.

 

E o terceiro alvo foi um armazém de armas químicas que seria também um "importante centro de comandos".


Os aliados que realizaram o ataque consideram que não havia alternativa possível, já a Rússia condenou rapidamente o ataque, afirmando mesmo que haverá consequência. Putin pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Vários responsáveis mundiais pediram contenção. "Portugal compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar."

Entretanto o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que Moscovo está em contacto com as autoridades americanas, bem como com os outros países envolvidos no ataque aéreo à Síria.

 

António Guterres realçou a "multiplicidade de conflitos" naquela região e salientou que "a Guerra Fria está de volta!"

O que dizem os vários responsáveis sobre o ataque:

Donald Trump

O presidente dos EUA anunciou que foram lançados "ataques de precisão" contra alvos associados com o programa de armas químicas da Síria. Donald Trump anunciou assim, na Casa Branca, que tinha sido lançada uma "operação conjunta" com a França e o Reino Unido para punir o regime de Bashar al-Assad.Trump condenou os ataques químicos "monstruosos" levados a cabo pelo regime de Damasco E garantiu que a operação irá durar "o tempo que for necessário".

Theresa May

A primeira-ministra britânica considerou que não havia "alternativa ao uso da força". "Isto foi apenas sobre o uso de armas químicas", rejeitando que este ataque tenha estado relacionado com "mudanças no regime" sírio.

Emmanuele Macron

"Não podemos tolerar a banalização do uso das armas químicas", afirmou o presidente francês, realçando que o ataque "está circunscrito às operações do regime sírio que permitem a produção e utilização de armas químicas".

Vladimir Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou os ataques perpetrados contra a Síria e exigiu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Putin considera que a intervenção dos EUA e dos seus aliados na Síria pode representar um agravar da catástrofe humanitária que se vive naquele país, além de afectar as relações internacionais.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, diz que os ataques desta madrugada são um "enorme retrocesso no processo de negociações".

O embaixador russo, Anatoly Antonov, afirmou, através da rede social Twitter que "mais uma vez, fomos ameaçados. Avisámos que tais acções não ficariam sem consequências.

Bashar al-Assad

"Esta agressão não faz mais do que reforçar a determinação da Síria em continuar a lutar e esmagar o terrorismo, em cada parcela do seu território", afirmou o presidente da Síria, que garante que vai continuar a "lutar contra o terrorismo".

Iraque

Os ataques aéreos são "um desenvolvimento muito perigoso", salientou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Iraque. "Tal acção pode provocar consequências perigosas, ameaçando a segurança e estabilidade da região e dando ao terrorismo outra oportunidade para crescer depois de ter sido expulso do Iraque", salienta o mesmo comunicado.


António Guterres apela à contenção

"Eu apelo a todos os Estados membros para que exerçam contenção nestas circunstâncias perigosas e para evitar todos os actos que possam agravar a situação e agravar o sofrimento do povo sírio", refere António Guterres em comunicado citado pela AFP.

Num discurso feito na sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que se seguiu ao atauqe, Guterres salientou a frágil actual situação daquela região. 
"A região está um nó górdio, com vários conflitos que se cruzam criando uma situação altamente volátil, com risco de escalada, fragmentação e divisões, com profundas ramificações regionais e globais", disse António Guterres. "Vemos uma multiplicidade de conflitos. O primeiro é a memória da Guerra Fria, mas, para ser preciso, é mais do que uma simples memória: a Guerra Fria está de volta!"


Jean-Claude Juncker

"O uso de armas químicas é inaceitável e deve ser condenado nos seus termos máximos. A comunidade internacional tem de identificar e responsabilizar quem levou a cabo os ataques químicos", afirmou o presidente da Comissão Europeia, em comunicado. O responsável apelou a um cessar-fogo "duradouro" na Síria.

Augusto Santos Silva
Portugal, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Augusto Santos Silva, diz que "compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar", adiantando ser "inaceitável o recurso a meios e formas de guerra que a humanidade não pode tolerar". No entanto, Portugal diz ser necessário "evitar qualquer escalada no conflito sírio, que gere ainda mais insegurança, instabilidade e sofrimento na região".

Marcelo Rebelo de Sousa
"Só vontade de construir a paz permitirá caminhos de futuro" na Síria, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

(Notícia actualizada às 14:47 com informação de conversações entre Moscovo e os EUA e aliados)

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