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Deslizamento de terras no Sudão soterra aldeia e faz cerca de mil mortos

A aldeia de Tarsin foi destruída. Já foi pedida ajuda às Nações Unidas para que prestem apoio na recuperação dos corpos e na remoção dos escombros.

Deslizamento de terras no Sudão soterra aldeia e faz cerca de mil mortos
Deslizamento de terras no Sudão soterra aldeia e faz cerca de mil mortos Marwan Ali / AP
02 de Setembro de 2025 às 07:53
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Um deslizamento de terras provocado por fortes chuvas soterrou uma aldeia no oeste do Sudão, no domingo, matando cerca de mil pessoas, informou esta terça-feira o grupo armado que controla a região.

"Acompanhamos com profunda tristeza e preocupação os trágicos acontecimentos que afetaram os residentes da aldeia de Tarsin, devido aos enormes e devastadores deslizamentos de terras que atingiram a aldeia, localizada no centro de Jebel Marra, no distrito de Amo", afirmou o Movimento do Exército de Libertação do Sudão (SLM, na sigla em inglês).

De acordo com os relatos iniciais, todos os residentes, cerca de mil pessoas, incluindo "homens, mulheres e crianças", morreram no deslizamento de terras ocorrido no domingo, e apenas uma pessoa sobreviveu.

O SLM, grupo liderado por Abdelwahid Mohamed Nour, enfatizou em comunicado que a aldeia de Tarsin foi "completamente destruída" e apelou às Nações Unidas para que prestem apoio na recuperação dos corpos e na remoção dos escombros.

O Sudão está envolvido numa guerra entre o exército sudanês e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) no estado de Darfur do Norte, o que levou à deslocação forçada de pessoas que procuravam refúgio nas montanhas de Marra.

O SLM é um grupo rebelde do Darfur que controla a região montanhosa de Jebel Marra e se manteve neutro nos confrontos entre as RSF e o exército.

A guerra no Sudão, que opõe as RSF ao exército desde abril de 2023, causou a morte de dezenas de milhares de pessoas e o deslocamento de cerca de 13 milhões, tornando o país o palco da pior catástrofe humanitária do planeta.

Depois de perderem o controlo da capital, Cartum, em março, os paramilitares intensificaram os seus ataques com drones contra instalações civis e vitais nas mãos das Forças Armadas, especialmente no nordeste e sul do Sudão, com o objetivo de prejudicar economicamente o Governo controlado pela cúpula militar.

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