Lisboa contraria pessimismo europeu com ajuda das energéticas
As bolsas europeias refletiram a incerteza sobre o conflito no Médio Oriente, mas o PSI escapou à tendência, fechando no verde depois de seis sessões de perdas, impulsionado pelo grupo EDP e a Galp.
A bolsa de Lisboa fechou em alta esta quarta-feira, impulsionada pelos pesos pesados da energia, numa sessão negativa a nível europeu, refletindo a contínua incerteza sobre o conflito no Médio Oriente.
O índice de referência nacional, o PSI, subiu 0,46% para 8.999,30 pontos, com 10 dos seus 16 títulos no verde, interrompendo seis sessões de perdas consecutivas.
Os ganhos foram impulsionados pelas elétricas do grupo EDP e a Galp. A EDPR liderou a tabela, subindo 2,04% para 14,54 euros, no dia em que as ações emitidas no aumento de capital realizado no âmbito do programa de “scrip dividend” foram admitidas à negociação.
Já a EDP subiu 1,94% para 4,459 euros, enquanto a Galp somou 1,79% para 19,35 euros, num dia em que o petróleo segue com ganhos nos mercados internacionais.
As retalhistas também contribuíram para os ganhos do índice, mas de forma mais moderada: a Sonae avançou 0,54% para 1,87 euros, enquanto a Jerónimo Martins subiu 0,39% para 17,81 euros.
Em sentido contrário, destaque para o BCP, que recuou 1,23% para 0,9278 euros, no dia anterior a arrancar com um programa de recompra de ações no valor de 407 milhões de euros.
Contudo, foram os CTT e a Mota-Engil a liderar as perdas, com os correios a perderem 2,15% para 5,91 euros e a construtora a ceder 1,36% para 4,49 euros.
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