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Putin ameaça "rutura completa" das relações entre EUA e Rússia

Em causa está a escalada de tensão na Ucrânia. Moscovo avisa que, se os Estados Unidos insistirem em impor sanções económicas à Rússia, haverá uma "rutura total" entre os dois países. Washington mantém que responderá "de forma decisiva".

reuters
31 de Dezembro de 2021 às 16:00

A conversa telefónica desta quinta-feira entre o presidente norte-americano, Joe Biden, e o homólogo russo, Vladimir Putin, terminou com um alerta de Moscovo: se os Estados Unidos insistirem em impor sanções económicas à Rússia, devido à escalada de tensão junto à fronteira da Ucrânia, haverá uma "rutura total" entre os dois países. 

Foram apenas 50 minutos de conversa, mas serviram para Moscovo mostrar ao que ia. Depois de Joe Biden ter aceite conversar com o presidente russo por telefone e ter reiterado que responderá "de forma decisiva" contra a Rússia em caso de invasão da Ucrânia, Vladimir Putin referiu que avançar com sanções será um "erro colossal".

Apesar de as autoridades ucranianas denunciarem que tem aumentado o número de tropas russas concentradas junto à sua fronteira e que poderá estar iminente do país, o Kremlin tem negado quaisquer planos de guerra e diz que as tropas que se encontram perto da fronteira ucraniana estão apenas em "treinos militares".

No fim de semana, o Governo russo informou ainda que mais de 10 mil soldados regressaram às bases, após terem realizado manobras de "treino de combate" de um mês, quer no sul da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia, como noutros pontos do país.

Face a isso, Vladimir Putin insistiu, na conversa com Joe Biden, que não há razões para avançar com a imposição de sanções económicas (que poderão passar pela limitação da capacidade dos bancos russos em converter rublos em dólares e noutras moedas estrangeiras) e que, se os Estados Unidos decidirem ainda assim avançar, enfrentará "graves consequências", como a "ruptura completa dos laços diplomáticos" entre os dois países.

Essa foi a segunda conversa entre os dois líderes este mês. Os diplomatas norte-americanos e russos irão participar numa reunião sobre a crise na Ucrânia, no próximo dia 10 de janeiro, na Suíça. 

Nas últimas semanas, o presidente norte-americano tem mantido contactos com a NATO e com vários líderes europeus, sobretudo os países junto à fronteira com a Rússia, para garantir um esforço coletivo que impeça a Rússia de avançar contra a Ucrânia.

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