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Trump ameaça China com mais tarifas e deixa recado ao México

O presidente dos Estados Unidos diz que o México tem de assumir as suas responsabilidades. Ontem não foi possível chegar a acordo mas negociações prosseguem hoje.

Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 06 de Junho de 2019 às 08:52
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O presidente dos Estados Unidos continua a centrar o seu discurso nas tarifas e esta quinta-feira voltou ao tema, para deixar avisos à China e ao México.

 

Falando aos jornalistas antes da viagem da Irlanda para França, Donald Trump adiantou que nas negociações com a China para um acordo comercial "estão a acontecer muitas coisas interessantes. Vamos ver o que acontece … posso aumentar para mais 300 mil milhões de dólares e farei isso na altura certa".

 

Segundo a Reuters, o presidente dos Estados Unidos não revelou mais detalhes sobre esta nova ronda de tarifas sobre bens chineses. Donald Trump também deixou um recado ao México, que poderá ser alvo de tarifas sobre todos os bens importados para os EUA já a partir de 10 de junho.

 

"Penso que a China quer fazer um acordo e penso que o México quer seriamente fazer um acordo", disse Trump antes de subir a bordo do Air Force One.

 

Sobre o México, o presidente dos Estados Unidos avisou que o país deve "assumir as suas responsabilidades" para que seja possível chegar a um entendimento.

 

Os representantes governamentais do México reuniram-se esta quarta-feira com as suas contrapartes, em Washington, para debaterem um possível acordo comercial. Este não foi ainda alcançado e as negociações prosseguem esta quinta-feira.

 

Ontem à noite, através do Twitter, Trump avisou o México que os progressos nas negociações não foram suficientes e que as tarifas serão impostas na próxima segunda-feira se até lá não for possível chegar a acordo.

  

Foi na semana passada que o chefe da Casa Branca ameaçou reforçar as tarifas alfandegárias sobre os produtos oriundos do México. A mais recente medida de Trump, que se auto-intitula Tariff Man (O Homem das Tarifas), visa impor 5% de tarifas aduaneiras sobre todos os produtos oriundos México a partir de 10 de junho. E ameaçou elevá-las para 25% até outubro, a menos que aquele país consiga impedir que a "imigração ilegal" para os EUA.

 

No conflito comercial com a China, os EUA aumentaram as tarifas aplicadas a um grupo de bens chineses no valor de 200 mil milhões de dólares, de 10% para 25%. O próximo passo, que Trump mencionou esta quinta-feira, poderá passar por alargar as tarifas de 25% a um novo lote de bens chineses, que ainda não são alvo de taxas aduaneiras, cujas importações estão avaliadas em cerca de 300 mil milhões de dólares.

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