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Um milhão de pessoas protesta em Hong Kong contra lei das extradições

Um milhão de pessoas saiu este domingo às ruas em Hong Kong em protesto contra plano do Governo que visa permitir extradições para a China continental.

Negócios com Lusa 09 de Junho de 2019 às 15:43
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O parque Vitória foi o local convocado para o protesto e, segundo a agência noticiosa Efe, esteve lotado durante várias horas. De manhã eram várias dezenas de milhares de pessoas, o número foi depois crescendo e a os organizadores avançam, citados pela Bloomberg, que chegou já ao milhão. A polícia, contudo, diz que são apenas 240.000 manifestantes.

 

O branco foi a cor predominante e a escolhida para este protesto, bem como guarda-chuvas amarelos, símbolo das manifestações em favor da democracia em 2014.

 

O plano do executivo chinês também já foi criticado pelo último governador de Hong Kong, o britânico Chris Patten, que disse na semana passada que se trata de um "terrível revés" para a reputação daquele território.

 

O Governo de Hong Kong apresentou ao Conselho Legislativo (parlamento) uma proposta de lei que autoriza a extradição de condenados em fuga para vários países, incluindo a China continental, com os quais não tem atualmente acordos de extradição.

 

As alterações à lei da extradição – que muitos críticos afirmam colocar a população à mercê de um sistema judicial chinês opaco e politizado - motivou, em abril, a maior manifestação em Hong Kong desde o "Movimento dos Guarda-chuvas", em 2014.

 

Esse protesto foi liderado por organizações de defesa dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, e reuniu meio milhar de pessoas.

 

"Esta proposta inflige um terrível golpe no Estado de Direito, na estabilidade e segurança de Hong Kong e no seu estatuto de importante centro de comércio internacional", disse Pattern, governador de Hong Kong até 1997, quando a administração passou para a China.

 

A fórmula 'um país, dois sistemas' serviu para a integração de Hong Kong e Macau na República Popular da China, em 1997 e em 1999, respetivamente, com o estatuto de regiões administrativas especiais, e garante que as políticas socialistas em vigor no resto da China não se aplicam nos territórios, que gozam de "um alto grau de autonomia", à exceção da Defesa e das Relações Externas, que são da competência exclusiva do Governo Central chinês.

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