Ida de Lagarde para o Fórum Económico Mundial está mais incerta
A ida de Christine Lagarde para a presidência do Fórum Económico Mundial (WEF, na sigla em inglês) não é “inevitável”, segundo noticia esta quinta-feira o Financial Times que cita pessoas familiarizadas com o processo de sucessão. A agitação em Davos terá mudado os planos relativos à escolha de um presidente permanente.
Lagarde, que poderá deixar o cargo de presidente do Banco Central Europeu (BCE) antes das eleições francesas e não cumprir assim o mandato até ao fim, era amplamente vista como uma forte candidata para assumir a presidência permanente do WEF, depois de o fundador Klaus Schwab se ter demitido abruptamente no ano passado. No entanto, escreve o FT, a francesa tem sido cada vez mais vista dentro do conselho da organização suíça como uma “candidata de Klaus”.
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O debate em torno a sucessão está associado a uma questão mais alargada sobre a orientação futura do fórum de Davos, nomeadamente o posicionamento em relação aos EUA. Fontes ouvidas pelo jornal britânico indicam que Larry Fink - o CEO da BlackRock que se tornou copresidente interino ao lado do vice-presidente da Roche, André Hoffmann – saiu da reunião anual de janeiro com uma influência reforçada. Tanto Hoffmann como Fink deixarão em breve de usar o termo "interino" nos seus títulos.
O encontro de Davos deste ano foi considerado um sucesso internamente, com a presença do Presidente dos EUA, Donald Trump, a afastar dúvidas sobre a perda de poder do WEF. O encontro ficou, contudo, marcado pelo momento em que Lagarde saiu da sala antes do fim de um discurso do secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick. A sua saída foi interpretada por alguns participantes como constrangedora, dada a presença de um contingente americano de alto nível.
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