Banco da Suécia mantém juros diretores em 1,75%. Guerra torna previsões "muito incertas"
Banco central sueco diz que ajustará a política monetária se as perspetivas em matéria de inflação e conjuntura assim o exigirem, como resposta ao escalar do conflito no Médio Oriente.
O Banco Central da Suécia manteve a taxa de juro de referência em 1,75%, mas salientou que a guerra no Médio Oriente torna as previsões "muito incertas".
O Riksbank "decidiu manter a taxa de juro de referência em 1,75% e esta deverá permanecer neste nível durante algum tempo", esclareceu num comunicado.
"No entanto, a guerra no Médio Oriente torna estas previsões muito incertas. O Banco Central sueco acompanha de perto a evolução da situação e ajustará a sua política monetária se as perspetivas em matéria de inflação e conjuntura o exigirem", acrescentou o banco central.
Além disso, o Riksbank reduziu a previsão de crescimento para a Suécia em 2026, de 2,9% para 2,5%, sem dar qualquer explicação.
"O cenário principal do Riksbank, que desta vez é muito incerto, parte do princípio de que a guerra tem efeitos moderados sobre a inflação e a recuperação económica. Ainda é demasiado cedo para poder avaliar claramente o impacto da guerra nas perspetivas económicas", indicou.
A instituição monetária sublinhou que é importante estar preparado para outras possíveis evoluções da situação económica nos próximos meses.
Uma possibilidade é que a guerra tenha "repercussões muito mais significativas na economia mundial e provoque um aumento da inflação mais generalizado e duradouro", pelo que, nesse caso, o Banco da Suécia deverá aumentar as taxas.