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BCE espera para ver: juros e programa de compras inalterados

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, vai explicar as decisões tomadas pelo Conselho numa conferência de imprensa, esta tarde.

Margarida Peixoto margaridapeixoto@negocios.pt 10 de Setembro de 2020 às 12:53
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O Banco Central Europeu decidiu esperar para ver. Com a recuperação da economia da zona euro a dar sinais de hesitação, a instituição liderada por Christine Lagarde deixou esta quinta-feira os juros inalterados, em mínimos históricos, e manteve os contornos dos programas de apoio ao conjunto dos países da moeda única.

Os detalhes da decisão dos governadores dos bancos centrais da moeda única, reunião em que Mário Centeno participou pela primeira vez como líder do Banco de Portugal, vão ser explicados em conferência de imprensa, esta tarde. O comunicado que é habitualmente divulgado 45 minutos antes da conferência de imprensa é idêntico ao de julho, o da última reunião do Conselho do BCE, não trazendo alterações nem ao nível do discurso.

Assim, o BCE reafirma a principal taxa de juro diretora em 0,00%, e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito em 0,25% e -0,50%, respetivamente. Também repete o "guidance", notando que "espera que as taxas de juro diretoras do BCE se mantenham nos níveis atuais ou em níveis inferiores até observar que as perspetivas de inflação estão a convergir de forma robusta no sentido de um nível suficientemente próximo, mas abaixo, de 2%".

Seria pouco provável que o comunicado trouxesse novidades sobre o objetivo de inflação, apesar de a temática estar em cima da mesa e das alterações feitas pela Reserva Federal. Mas é possível que o assunto tenha sido abordado na reunião e que Lagarde possa dar algumas pistas sobre a análise, na conferência de imprensa.

As medidas de estímulo criadas para responder à pandemia continuam também inalteradas. As compras do BCE ao abrigo do programa de compra de ativos devido a emergência pandémica (o PEPP, sigla inglesa para Pandemic Emergency Purchase Programme) vão continuar, mantendo-se o horizonte até ao final de junho de 2021 ou enquanto a crise da covid-19 continuar.

As restantes compras continuarão ao ritmo de 20 mil milhões de euros por mês, "a par das aquisições ao abrigo da dotação temporária adicional de 120 mil milhões de euros até ao final do ano".

Não houve nenhum aumento de dotação para nenhum dos programas em vigor, mas tal poderá acontecer ainda até ao final do ano.


(Notícia atualizada às 13:07 com mais informação)
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