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Ao minuto10.09.2020

Euro dispara e bolsas caem com palavras de Lagarde. Petróleo desvaloriza

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Rita Faria afaria@negocios.pt 10 de Setembro de 2020 às 15:23
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10.09.2020

Ouro ganha terreno com desvalorização do dólar

O metal amarelo segue em alta na sessão desta quinta-feira, sustentado sobretudo pela desvalorização do dólar.

 

O ouro a pronto (spot) soma 0,74% para 1.961,02 dólares por onça no mercado londrino e já esteve a negociar nos 1.963,33 dólares, o valor mais alto desde 2 de setembro.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do metal avançam 0,73% para 1.958,80 dólares por onça.

 

A correlação do ouro com o dólar tem sido elevada e o metal precioso está a ser sustentado pela depreciação da nota verde uma vez que é denominado nesta moeda e fica, assim, mais atrativo como investimento.

 

O dólar está a ceder terreno devido aos dados mais fracos do que o esperado no mercado laboral, isto num dia em que o Banco Central Europeu manteve a sua política monetária inalterada dando gás ao euro.

 

Além disso, o forte ressurgimento de novos casos de covid-19 tem intensificado os receios quanto ao impacto económico da pandemia, o que reforça o investimento em valores-refúgio, como é o caso do ouro.

10.09.2020

Petróleo cai com aumento inesperado dos stocks de crude nos EUA

As cotações do ouro negro seguem em terreno negativo nos principais mercados internacionais, depois de os EUA revelarem um aumento surpresa dos inventários de crude na semana passada e devido também às previsões de uma menor procura mundial de petróleo.

 

O West Texas Intermediate (WTI), benchmark para os Estados Unidos, para entrega em outubro segue a recuar 1,05% para 37,65 dólares por barril.

 

Já o contrato de novembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, regista uma desvalorização de 1,01% para 40,38 dólares.

 

A Administração de Informação em Energia (IEA, na sigla original, que está sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) disse que as reservas de crude do país aumentaram em dois milhões de barris na semana passada, para um total de 500,4 milhões, quando os analistas inquiridos pela S&P Global Platts  apontavam para uma descida de 500.000 barris.

 

Assim, depois de seis semanas de queda dos stocks norte-americanos de crude, agora voltaram a aumentar, o que está a pressionar a negociação da matéria-prima nos mercados.

 

A penalizar o sentimento dos investidores está também a revisão em baixa, por parte da IEA, da sua previsão para o crescimento da procura mundial de petróleo este ano.

 

A IEA estima que o consumo global de petróleo e combustíveis líquidos seja de 93,1 milhões de barris por dia em 2020, uma queda de 8,32 milhões de barris diários face ao ano passado.

10.09.2020

Europa cede após discurso de Lagarde

As principais praças europeias viraram-se todas para o sentido descendente depois de sabidas as novidades da reunião do banco central. 

No Velho Continente, todos os olhos se viraram para Christine Lagarde, a presidente do Banco Central Europeu, que veio anunciar que a recessão deverá ser menor do que o antecipado em junho, esperando-se agora uma contração de 8% no conjunto dos países da moeda única, contra os anteriores 8,7%. Ainda assim, a líder do BCE ressalvou que a incerteza é muito elevada e a recuperação da economia está dependente da evolução da pandemia de covid-19.

 

Finalmente, Lagarde não se mostrou preocupada quanto ao recente rally da moeda única, o euro, o que também lança receios acerca do impacto desta valorização na economia.

 

O índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx600, desvalorizou 0,57% para os 367,55 pontos, contando com Madrid, Frankfurt, Paris, Londres, Amesterdão e Lisboa como companhia no vermelho.

 

Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq segue sólido no verde, recuperando das pesadas quebras dos últimos dias (das quais se tem vindo a afastar desde ontem). Já o S&P500 e o Dow Jones seguem sem direção definida, num dia em que o número de pedidos de subsídio de desemprego desiludiram, por se terem mantido estáveis em vez de caírem, tal como era esperado.  

10.09.2020

PSI-20 fecha em terreno negativo

A bolsa nacional fechou em queda, em sintonia com o grosso das praças europeias. O principal índice português, o PSI-20, desceu 0,64% para os 4.326,02 pontos, numa semana que tem sido de um sobe-e-desce diário. Esta quinta-feira, 11 cotadas deslizaram - quatro delas mais de 2,5% - e apenas quatro subiram ao verde.

 

Lá fora, os investidores mostram-se mais cautelosos depois de o Banco Central Europeu ter decidido manter inalteradas as suas políticas, apresentando uma visão mais otimista em relação à economia do Velho Continente mas ressalvando que está tudo dependente da evolução da pandemia. Isto, numa altura em que se preveem atrasos na entrega de uma vacina para a covid-19 e quando os casos continuam a aumentar um pouco por todo o Velho Continente.

 

Em Lisboa, os pesos pesados Nos e Jerónimo Martins juntaram-se em terreno negativo, e puxaram desta forma o índice para baixo. Estas empresas desceram, respetivamente, 1,26% para os 3,45 euros e 0,77% para os 14,10 euros. 

A Corticeira Amorim foi a cotada que liderou as quebras, com uma perda de 5,56% para os 10,20 euros a maior desde o dia 16 de março, nos primórdios da pandemia. A cotada corrige o forte movimento de ontem, que lhe valeu uma escalada de mais de 8,5%.

 

Em destaque no vermelho está também a Altri, que cede 2,83% para os 4,39 euros para os euros, no dia em que irá apresentar as contas relativas ao primeiro semestre do ano. Nos primeiros três meses, os resultados da papeleira contraíram mais de 80% para 6,8 milhões de euros.

10.09.2020

Juros da Alemanha sobem após BCE melhorar previsões

Os juros das obrigações soberanas alemãs reagiram em alta à reunião do Banco Central Europeu, uma vez que o o banco central apresentou uma melhoria cautelosa para o outlook económico da região e redução dos riscos de deflação.

 

O BCE reviu em alta o outlook para o crescimento do PIB real para 2020, mas manteve as projeções inalteradas para 2021 e 2022. O BCE vê agora uma contração do PIB de 8,0% em 2020, face à previsão de junho de uma contração de 8,7%. Desta forma, fica mais incerto o reforço do programa de compra de dívida até ao final do ano, o que está a afastar os investidores das obrigações.

 

A yield das obrigações alemãs a 10 anos sobe 3,4 pontos base para -0,43%, na segunda sessão em alta e afastando-se da taxa de depósitos do BCE, que a autoridade monetária manteve hoje em -0,5%. A taxa das obrigações portuguesas com a mesma maturidade agravou-se 0,7 pontos base para 0,364%.

10.09.2020

Euro dispara com palavras de Lagarde

O euro reagiu em forte alta ao discurso de Christine Lagarde após a reunião do Banco Central Europeu, uma vez que a presidente da autoridade monetária referiu que não existem motivos para reagir à escalada recente da moeda europeia.

 

Lagarde notou que o BCE está a acompanhar a apreciação do euro, não porque tenha qualquer objetivo nesta matéria, mas antes porque reconhece que "a pressão negativa que se verifica nos preços é, em larga medida, atribuível à apreciação da moeda".

 

Além disso, os peritos do Banco Central Europeu reviram em alta a projeção para o PIB da Zona Euro este ano. A recessão deverá ser menor do que o antecipado em junho, esperando-se agora uma contração de 8% no conjunto dos países da moeda única, contra os anteriores 8,7%. 

 

O euro, que já negociava em alta antes da reunião do BCE, chegou a subir quase 1% e segue agora a valorizar 0,68% para 1,1883 dólares. É a segunda sessão consecutiva em alta, depois de seis sessões a perder valor.

10.09.2020

Wall Street resiste à desilusão no emprego e recupera

A bolsa nova-iorquina abriu em alta, continuando a tendência de recuperação a que se assistiu na sessão anterior.

Os títulos das tecnológicas, que têm vindo a sofrer pesadas perdas face ao receio de que os preços não estivessem a subir de forma sustentada, voltam às subidas. O índice Nasdaq avança 1,04% para os 11.257,71 pontos, depois de na última sessão ter terminado com um ganho acima de 2,5%.

A impulsionar o desempenho deste índice estão grandes nomes do setor, como é o caso da Apple, que valoriza 1,79% para os 119,41 dólares, a Microsoft aprecia 1,50% para os 214,45 dólares ou a Amazon, que soma 1,88% para os 3.329,99 dólares.

Os restantes índices de referência, o generalista S&P500 e o industrial Dow Jones avançam, respetivamente, 0,60% para os 3.419,35 e 0,74% para os 28.146,82 pontos.

Os pedidos de subsídio de desemprego não caíram na última semana, ao contrário daquilo que era antecipado. O número de pedidos manteve-se inalterado na semana que acabou dia 5 de setembro, nos 884.000 comunicou o Departamento do Trabalho, esta quinta-feira, 10 de setembro.

10.09.2020

Juros descem na Zona Euro

A postura cautelosa dos investidores está a penalizar os mercados acionistas e a favorecer as obrigações soberanas dos países do euro, que seguem assim em alta e, consequentemente, os juros em queda.

Em Portugal, a yield associada às obrigações a dez anos desce 2,7 pontos base para 0,329%, um dia depois de o IGCP ter conseguido a segunda taxa de juro mais baixa de sempre para se financiar nesta maturidade.

Em Espanha, a queda é de 2,9 pontos base para 0,304% e em Itália é de 2,8 pontos para 0,992%. Na Alemanha, os juros a dez anos caem 1,2 pontos para -0,476%.

10.09.2020

Espera pelo BCE mantém bolsas no vermelho

Após um arranque hesitante, entre ganhos e perdas pouco acentuadas, as bolsas europeias fixaram-se em terreno negativo, com os investidores a assumirem uma postura cautelosa antes de ser conhecida a decisão do BCE.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desliza 0,22% para 368,82 pontos.

O BCE deverá manter hoje os juros inalterados, podendo sinalizar um aumento dos riscos e abrir a porta a mais flexibilização antes do final do ano.

Além da decisão do BCE, os investidores estarão atentos aos dados sobre os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos, que darão uma imagem mais clara sobre a recuperação do mercado de trabalho na maior economia do mundo.

Por cá, o PSI-20 desce 0,32% para 4.339,98 pontos, penalizado sobretudo pela Galp e pelo BCP, com quedas pouco superiores a 0,5%.

10.09.2020

Ouro em queda antes do BCE

Com os investidores a aguardarem a decisão do BCE sobre os juros e a atualização das perspetivas do banco central, o ouro segue em baixa ligeira, somando a terceira sessão de perdas em quatro.

Nesta altura, o ouro desliza 0,12% para 1.944,59 pontos, enquanto a prata sobe ligeiros 0,05% para 26,9944 dólares.

De acordo com o Australia & New Zealand Banking Group, o ouro continua a ser um investimento atrativo e as quedas recentes deverão ser de curta duração.

"A procura física está a recuperar, e vemos o ouro a chegar aos 2.300 dólares no próximo ano", diz o banco, citado pela Bloomberg.

10.09.2020

Euro em alta antes de conferência de Lagarde

A moeda europeia negoceia em terreno positivo com os investidores a aguardarem com expetativa pelas palavras da presidente do Banco Central Europeu na habitual conferência que se segue à reunião da autoridade monetária.

 

Na segunda sessão seguida em alta, o euro avança 0,2% para 1,1827 dólares. Antes tinha registado uma série de seis sessões em terreno negativo, interrompendo a tendência de alta que registou nas últimas semanas. A evolução negativa das últimas sessões aconteceu sobretudo em reação ao comentário de Philip Lane, economista-chefe do BCE, que mostrou preocupação com a evolução do câmbio do euro face ao dólar.

 

Os investidores querem agora ouvir as palavras de Christine Lagarde sobre a evolução do euro para avaliar o nível de apreensão do banco central com a evolução do mercado cambial e como tal poderá afetar a retoma da economia europeia.

10.09.2020

Aumento das reservas penaliza petróleo

O petróleo voltou às quedas esta quinta-feira, depois da forte recuperação de ontem, penalizado pelos dados do Instituto do Petróleo Americano, que mostram que as reservas de crude dos Estados Unidos terão aumentado em quase 3 milhões de barris na semana passada.

Os dados oficiais da Administração de Informação de Energia dos EUA serão revelados esta quinta-feira e, confirmando-se o aumento, será a primeira subida após seis semanas de quedas.

O aumento dos inventários pode sinalizar uma quebra da procura por combustíveis, que se junta às preocupações relacionadas com a pandemia e com o seu impacto na recuperação global.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desliza 0,84% para 37,75 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, cai 0,56% para 40,56 dólares.

10.09.2020

Bolsas com arranque tímido na Europa

Depois da forte subida registada na sessão de ontem, as bolsas europeias deverão ter um arranque mais tímido esta quinta-feira, com os investidores à espera de conhecer a decisão do BCE sobre os juros e as perspetivas do banco central para os próximos meses.

Nesta altura, os futuros do Euro Stoxx 50 avançam 0,3%, seguindo os ganhos modestos observados na maioria das principais praças asiáticas.

O Seng de Hong Kong avançou 0,2%, o australiano S&P/ASX 200 ganhou 0,3% e o Shangai Composite valorizou 0,5%. Na Indonésia, em contraste, o Jakarta Composite Index afundou 4,9%, depois de as autoridades terem anunciado um reforço das medidas de distanciamento social para controlar um surto de casos de covid-19.

O dia de ontem foi de forte recuperação nas bolsas, tanto na Europa como nos Estados Unidos, mas a manhã de hoje é dominada por alguma cautela, antes de ser conhecida a decisão do BCE e novos dados sobre os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos.

Quanto ao BCE, espera-se que a instituição mantenha os juros inalterados, indicando, porém, que os riscos se intensificaram e sugerindo que será possível mais flexibilização da política monetária ainda antes do fim do ano.

"Estamos em recuperação, mas essa recuperação está prestes a desacelerar", disse David Kelly, estrategista-chefe global da JPMorgan Asset Management, à Bloomberg TV. "Nesta fase, é importante que os investidores sejam disciplinados e percebam que, apesar de termos visto alguns bons números económicos e o mercado parecer estar bem, não se pode tirar os olhos da bola".

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