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BCE pode comprar até 11,2 mil milhões de dívida privada portuguesa

O programa do BCE de compra de dívida titularizada pode "absorver" dos bancos portugueses o equivalente a 6,6% do produto interno bruto (PIB) nacional, de acordo com os números do JPMorgan. A intenção é que a banca transforme este montante em crédito às PME.

Reuters
Negócios 02 de Outubro de 2014 às 19:05

O  Banco Central Europeu (BCE) vai avançar ainda neste mês de Outubro com o programa de compra de obrigações hipotecárias ("convered bonds") e até ao fim do ano avançará também com a compra aos bancos de dívida titularizada ("asset backed securities", ou ABS). Os dois programas manter-se-ão activos durante pelo menos dois anos, e poderão traduzir-se numa injecção de liquidez na economia equivalente até um bilião de euros.

 

No caso de Portugal, os activos que podem ser comprados pelo BCE aos bancos aos através do programa ABS ascenderão a 11,2 mil milhões de euros, de acordo com os dados compilados pelo JPMorgan, citados pela Bloomberg. Este montante representa 6,6% do PIB nacional. A agência de informação americana não adianta como é que a casa de investimento chegou a este número.

 

O JPMorgan adianta ainda que, no caso grego, os activos que são passíveis de serem comprados ascendem a 2,7 mil milhões de euros. A significativa diferença de valores entre Portugal e Grécia estará relacionado com o "rating" atribuído aos activos de cada país. Portugal tem actualmente uma notação financeira num nível considerado "lixo", mas num patamar superior ao da Grécia.

 

O presidente do BCE, Mario Draghi, revelou esta quinta-feira, 2 de Outubro, pormenores sobre o programa de compra de activos. Até meio deste mês o BCE iniciará a compra de "covered bonds", avançou o presidente do BCE, enquanto a compra de ABS terá início até ao final do ano. O banqueiro central justificou as medidas com a degradação das expectativas de inflação de médio prazo na Zona Euro, que estão abaixo da meta de 2%, o único mandato do BCE. O italiano acrescentou ainda que "se se tornar necessário", há unanimidade no seio do conselho de governadores para avançar "com medidas não convencionais adicionais".

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