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Centeno vê "muitas condições" para que aumento dos juros seja inferior a 75 pontos base

Governador que participa nas reuniões de decisão de política monetária insiste que subir as taxas de juro é o melhor instrumento para responder à pressão inflacionista. Reduzir balanço do BCE será passo a seguir quando trajetória dos preços for "previsível" depois de atingido o pico.

CNN Portugal
Paulo Ribeiro Pinto paulopinto@negocios.pt 21 de Novembro de 2022 às 19:21
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O governador do Banco de Portugal acredita que o Banco Central Europeu vai abrandar o ritmo da subida da taxa de juro diretora, apontando para um valor inferior a 75 pontos base na reunião da autoridade monetária marcada para o dia 15 de dezembro.

"Acho que há muitas condições para que o aumento seja inferior a esse número [75 pontos base]", afirmou Mário Centeno na conferência da CNN Portugal quando questionado sobre o que poderia ser a decisão do BCE no próximo mês, depois de duas subidas consecutivas de 75 pontos base, que se seguiu à primeira, em julho deste ano, de 50 pontos.

O governador do Banco de Portugal (BdP) justifica esta posição face ao que o BCE já comunicou no passado mês de outubro em que "fizemos um progresso assinalável para os níveis de taxa de juro que consideramos compatíveis com a estabilidade de preços".

Questionado sobre que outros instrumentos pode o Banco Central utilizar, Centeno reafirmou que "o instrumento taxa de juro é o preferencial para combater a inflação", mas que quando "a inflação atingir o pico e se tornar previsível a sua trajetória, outros instrumentos podem vir a ser usados", sublinhando que "temos de reduzir a dimensão do nosso balanço".

Ao longo de anos de "quantitative easing" (QE) através de um programa regular lançado durante a crise e depois de um novo só dedicado a travar os efeitos da pandemia, o BCE comprou dívida pública e privada que elevou o balanço para 4,937 biliões de euros no final de setembro.

No último encontro de política monetária Christine Lagarde foi questionada sobre o próximo passo – reduzir a dívida que tem no balanço, num processo conhecido como "quantitative tightening" (QT) – e respondeu que os governadores vão discuti-lo em dezembro.
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