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Fed quer repensar o programa de compra de dívida

Nos próximos encontros, a Fed poderá optar por dar à economia um apoio extra através do incremento da compra de obrigações hipotecárias e do Tesouro.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 07 de Outubro de 2020 às 19:44
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As atas da última reunião da Fed mostram que alguns dos membros do Comité Federal do Mercado Aberto (FMOC, na sigla em inglês) consideram necessário avaliar o programa de compra de ativos e que se mostraram disponíveis para alterar ou aumentar a compra de dívida.

Alguns dos participantes "assinalaram que em reuniões futuras seria apropriada uma avaliação adicional e a comunicação de como o programa de compra de ativos do comité poderá apoiar da melhor forma" os objetivos do mandato da Fed, lê-se nas atas citadas pela Bloomberg.

Estas atas referem-se à reunião que teve lugar nos passados dia 15 e 16 de setembro, e na qual já tinha sido anunciada a decisão de manter o ritmo de compras de obrigações do Tesouro e obrigações hipotecárias, no conjunto das quais a Fed despende 120 mil milhões de dólares por mês.

Neste sentido, nos próximos encontros, a realizarem-se em novembro e dezembro, a Fed poderá optar por dar à economia um apoio extra através do incremento da quantidade de obrigações hipotecárias e do Tesouro que compra, numa tentativa de baixar os custos de empréstimo para as famílias e para as empresas.

Na mesma reunião, ficou assente que seria mantida a taxa de juro diretora num intervalo entre 0% e 0,25%. Esta decisão foi ao encontro das expectativas, uma vez que o presidente do banco central, Jerome Powell (na foto), já disse várias vezes que não considera adequado partir para um cenário de juros negativos - mas o cenário macroeconómico continua frágil na maior economia do mundo.

Na mesma reunião foi sinalizado que a taxa diretora atual deverá manter-se no mesmo patamar até que o país cumpra os requisitos do pleno emprego, que não foram especificados, e atinja uma inflação de 2%. Em terceiro lugar, têm de ver -- da parte de indicadores de mercado ou projeções -- que a inflação vai manter-se moderadamente acima de 2%. Na mesma altura, as previsões da Fed apontavam para que este cenário não se verificasse antes de 2023 ou 2024, pelo que poderá não haver quaisquer mexidas nos juros diretores até lá.  

Agora nas atas lê-se que a mediana projetada para a taxa de desemprego no final de 2020 é 7,6%, que compara com 7,9% em setembro, com o produto interno bruto a contrair 3,7%. 

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