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Pico da inflação e das taxas de juro já passou, acredita Centeno

Em entrevista à Renascença, o governador do Banco de Portugal admite que 2023 possa ser um ano de alívio, mas sublinha que as taxas de juro não vão voltar a níveis de 2022.

João Cortesão
Negócios jng@negocios.pt 05 de Dezembro de 2022 às 08:23
O governador do Banco de Portugal acredita que o pico da inflação já foi atingido, e com ele também o pico das taxas de juro, o que significa que 2023 será um ano de alívio para os portugueses. É o que diz Mário Centeno numa entrevista à Rádio Renascença, divulgada esta segunda-feira.

"Não é de excluir que possa existir uma revisão em baixa já ao longo do ano de 2023 das Euribor que hoje pagamos. Portanto, também como atingimos o pico da inflação, assim já tenhamos atingido o pico das taxas de juro e elas comecem gradualmente (a baixar)", afirmou, sublinhando, no entanto, que as taxas "não vão voltar aos níveis de 2022, não vão voltar aos níveis de 2019", algo que, defende, "ninguém quer".

Se, de facto, se verificar que o pico da inflação foi atingido "ao longo do quarto trimestre deste ano", 2023 será um ano de alívio. Isto caso "não haja surpresas adicionais", à semelhança da guerra na Ucrânia, e "e se os mecanismos de transmissão forem efetivamente colocados no mercado".

O governador do Banco de Portugal admite também que é preciso dar um sinal de moderação ao mercado, depois de duas subidas consecutivas de 0,75 pontos base. Nesse sentido, acredita que na próxima reunião, a 15 de dezembro, o aumento será "abaixo de 75 pontos base", possivelmente 50 pontos.


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