Política Monetária Yellen admite que próxima decisão da Fed pode ser uma descida dos juros

Yellen admite que próxima decisão da Fed pode ser uma descida dos juros

A antiga presidente da Fed considera que, se o abrandamento global começar a contagiar a economia dos Estados Unidos, o banco central poderá reduzir os juros e pôr um travão no processo de normalização monetária.
Yellen admite que próxima decisão da Fed pode ser uma descida dos juros
Bloomberg
Rita Faria 07 de fevereiro de 2019 às 11:09

Janet Yellen, antiga presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, admitiu que o próximo movimento do banco central poderá ser uma descida dos juros, se o abrandamento global contagiar a economia norte-americana.

"Claro que é possível. Se o crescimento global enfraquecer realmente, e isso contagiar os Estados Unidos, é claramente possível que o próximo movimento seja um corte", afirmou a antiga líder da Fed, em entrevista à CNBC.

Yellen considera que os maiores riscos vêm da China e da Europa, que têm dado sinais de desaceleração. "Os dados da China têm sido fracos, nos últimos tempos, e os da Europa têm sido mais fracos do que era esperado", concretizou a responsável, ainda antes de a Comissão Europeia ter divulgado a atualização das suas estimativas para a economia da região, que apontam agora para um crescimento de apenas 1,3% da Zona Euro em 2019.

A possibilidade de um eventual corte nos juros ficou no ar, depois da última reunião de política monetária da Fed, na semana passada, com o banco central a deixar a taxa diretora inalterada entre 2,25% e 2,5%, mas a mudar substancialmente a linguagem do seu discurso. Não só não disse quantas vezes prevê mexer nos juros este ano, como também abriu a porta a que a próxima mexida possa ser para cima ou para baixo.

Olhando para a economia dos Estados Unidos agora, porém, Yellen reconhece uma evolução positiva, apesar das ameaças vindas do exterior.

"Até agora, os dados económicos para os Estados Unidos são sólidos e fortes. Temos a menor taxa de desemprego em cerca de 50 anos, a continuação do sólido desempenho do mercado de trabalho, e a inflação baixa", elencou.

Desde que a Fed começou a subir os juros, em dezembro de 2015, já foram anunciados sete aumentos que colocaram a taxa diretora no intervalo atual entre 2,25% e 2,5%. Em dezembro, os responsáveis da Fed haviam indicado mais duas subidas em 2019, mas desde então recuaram, sublinhando que é preciso ser "paciente".




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