Política Monetária Yellen levanta o pé do acelerador para não despistar os Estados Unidos

Yellen levanta o pé do acelerador para não despistar os Estados Unidos

A presidente da Fed diz que já passou a fase de "prego a fundo" na política monetária nos EUA. A economia está a reagir e agora é importante levantar um pouco o pé do pedal, a bem da recuperação sustentada da economia.
Yellen levanta o pé do acelerador para não despistar os Estados Unidos
Bloomberg
Negócios 11 de abril de 2017 às 11:42

Janet Yellen, a presidente da Reserva Federal norte-americana, diz que já passou o tempo do banco central carregar no acelerador a fundo. A economia está a recuperar e a política monetária deve agora ser "neutral", subindo juros lentamente, para garantir que os EUA não ganhem velocidade a mais, o que poderia forçar um acidente ou travagens bruscas.

"Antes, tínhamos de carregar no acelerador para tentar dar à economia todo o vigor que conseguíssemos" afirmou Janet Yellen na segunda-feira, 10 de Abril, perante uma plateia de alunos da Universidade de Michigan, acrescentando que, agora, a Fed está a tentar "dar algum gás, mas sem carregar a fundo no pedal".

Com uma taxa de desemprego na casa dos 5% e uma inflação média já próxima dos 2%, a Fed subiu a taxa de juros nos EUA em 0,25 pontos base em Dezembro e depois em Março, e poderá fazê-lo mais duas vezes este ano. Além disso, começam a desenhar-se planos para reduzir a dimensão do balanço do banco central que, com as compras de activos feitas durante a crise, se aproxima dos 4,5 biliões de dólares.

"A posição adequada da política monetária está agora mais próxima do que chamaria neutral", afirmou Yellen, acenando com os riscos de uma reacção tardia: "Nós queremos estar à frente da curva e não atrás. Não queremos estar numa posição em que temos de aumentar as taxas rapidamente, o que poderia causar uma recessão", afirmou. É importante não subir juros nem demasiado depressa, nem demasiado devagar, afirmou.

A medida central de inflação média para a Fed aumentou para os 2,1% em Fevereiro, atingindo os 2% pela primeira vez em cinco anos. A inflação subjacente, que desconta efeitos de bens energéticos e alimentares, tem-se mantido estável entre os 1,6% e os 1,8% nos últimos meses.




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