Montenegro admite mais medidas para suavizar subida dos combustíveis
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta sexta-feira que o Governo continuará a acompanhar a evolução do preço dos combustíveis "nas próximas semanas", sem excluir mais medidas a nível nacional e até ibérico.
Luís Montenegro falava na conferência de imprensa conjunta da 36.ª Cimeira Luso-espanhola, ao lado do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que decorreu esta sexta de manhã em Huelva (Espanha) e teve como tema central a segurança climática.
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No final, foi questionado sobre a previsível subida, na próxima semana, do preço do gasóleo rodoviário 23,4 cêntimos por litro e da gasolina sem chumbo em 7,4 cêntimos por litro como consequência da nova guerra no Médio Oriente.
O primeiro-ministro recordou que já tinha anunciado que o Governo tomaria medidas se esse aumento fosse superior a dez cêntimos, pelo que já foi anunciado pelo Ministério das Finanças que o Governo decidiu avançar com uma "redução temporária e extraordinária" de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário.
"Continuaremos nas próximas semanas atentos a este efeito com medidas de nível nacional ,e eventualmente de cooperação com países amigos, e a Espanha é o principal", disse".
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O primeiro-ministro tinha sinalizado, no debate quinzenal de quarta-feira, que o Governo poderia avançar com um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar uma subida dos combustíveis caso se verificasse um aumento de 10 cêntimos.
"Dentro da orientação que foi dada a vários membros do Governo para não desvalorizarem os efeitos que o conflito [com o Irão] possa ter na nossa dinâmica económica, estamos em condições de dizer que um desses efeitos pode vir a ser o aumento do preço dos combustíveis", apontou o líder do executivo.
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