Obama e Duterte encontram-se depois de insultos do presidente filipino

O presidente norte-americano, Barack Obama, teve esta quarta-feira um breve encontro com o seu homólogo filipino, depois de este o ter insultado, anunciaram os dois países.
barack obama
Bloomberg
Lusa 08 de Setembro de 2016 às 00:44

O encontro ocorreu antes de um jantar durante uma cimeira de líderes regionais no Laos. "Eles encontraram-se na sala de espera e foram os últimos a sair da sala. Não sei dizer durante quanto tempo estiveram reunidos", disse aos jornalistas o ministro dos Negócios Estrangeiros das Filipinas, Perfecto Yasay, que acompanha o presidente Rodrigo Duterte. "Estou muito satisfeito que isto tenha acontecido", referiu.

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Numa sóbria declaração, a Casa Branca disse apenas que "Obama teve uma breve conversa com o presidente Duterte antes do jantar de gala da ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático], na sala de espera dos chefes de Estado".

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Washington mencionou ainda que os dois líderes trocaram umas palavras num tom amigável. Obama cancelara, na terça-feira, um encontro marcado com Duterte à margem do encontro da ASEAN, que decorre no Laos, após o presidente filipino o ter insultado, na véspera.

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As críticas de Duterte surgiram depois de Obama ter admitido que, nessa reunião, iria questionar o seu homólogo filipino sobre a campanha de combate à droga que tem levado a cabo e em que, nos últimos dois meses, já morreram cerca de três mil pessoas.

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"Deve ser respeitoso, não me faça perguntas. Filho da p..., vou insultá-lo nesse fórum. (...) Vamos chafurdar na lama como porcos, se me fizer isso", afirmou Duterte numa conferência de imprensa esta segunda-feira, dirigindo-se a Obama.

 

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Inicialmente, Obama respondeu que Duterte "é um tipo extravagante", mas de seguida cancelou o encontro, depois de a imprensa internacional ter dado grande destaque à polémica.

 

Os insultos representaram um importante revés nas relações entre os Estados Unidos e as Filipinas, que são aliados de longa data e estão ligados por um tratado de defesa mútua em caso de guerra.

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Os dois países também assumiram posições distintas sobre as implicações de imagens de satélite que mostram actividade chinesa num recife ao largo das Filipinas, cuja soberania é disputada por Manila e Pequim.

 

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O Governo de Duterte, que mostrou as imagens na cimeira, revelou ter provas de que a China está a preparar-se para iniciar dragagens, enquanto a Casa Branca procurou desvalorizar o caso, defendendo que a actividade chinesa na área estava ao mesmo nível dos últimos meses.

 

O chefe da diplomacia filipina considerou que o encontro de hoje entre os líderes dos Estados Unidos e das Filipinas provam que a aliança entre os dois países é suficientemente forte para aguentar percalços.

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O gabinete de Duterte tinha divulgado, ao início do dia, que o chefe de Estado filipino ficaria sentado ao lado de Obama no jantar oficial, mas isso não aconteceu. 

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