Passos Coelho: "Governo deveria ter tentado um acordo de legislatura com o Chega e a IL"

Antigo primeiro-ministro destaca que "há uma grande maioria no Parlamento à direita" e que o Governo de Luís Montenegro deveria ter tentado fechar um acordo com o Chega e Iniciativa Liberal para avançar com reformas. Recusa estar a preparar uma candidatura, mas não fecha a porta no futuro.
Passos Coelho nega estar a forçar ocasiões para fazer 'chamadas de atenção' ao Governo.
José Sena Goulão / Lusa - EPA
Negócios 08:54

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho defende, numa  publicada esta segunda-feira, que o atual Governo de Luís Montenegro deveria ter tentado fechar um acordo de legislatura com o Chega e a Iniciativa Liberal. O ex-governante considera que esse entendimento permitiria uma estabilidade para .

"O que seria expectável é que esse quadro pudesse ser negociado dentro daquilo que chamamos a direita parlamentar, porque o país virou à direita e, portanto, claramente, há uma grande maioria no Parlamento à direita. Depois, é preciso saber se ela [a maioria] tem o mínimo de cimento ou não", refere, acrescentando que "só o tempo demonstraria" se era possível ou não um entendimento a quatro anos com o Chega e a Iniciativa Liberal.

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Após ter deixado a liderança do PSD há cerca de oito anos, manteve um período de reserva que interrompeu recentemente. Mas recusa estar a preparar uma candidatura. "Não ando a forçar ocasiões para fazer chamadas de atenção. Se, por qualquer razão, há uma oportunidade para o fazer e vem a propósito fazer a referência, eu faço-a", afirma. "Quando as pessoas me perguntam ‘vai regressar?’, ‘vai candidatar-se?’, [respondo que] não estou a candidatar-me a coisa nenhuma".

Porém, também não fecha a porta a essa possibilidade: "Não sinto necessidade de correr atrás de nada. Agora, não sinto nenhuma necessidade de excluir qualquer coisa que venha a fazer no futuro, porque razão haveria de o fazer?", diz. Pelo meio, deixa ainda críticas à oposição por querer impedir a privatização da TAP e diz que o Governo deveria ter adotado um "um quadro que pudesse ter a virtualidade de ser mais estável à partida" para avançar com alterações à lei laboral.

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