Passos quer entendimento com PS traduzido em trabalho concreto
Passos Coelho reiterou a convicção de que é possível um entendimento com o maior partido da oposição e que “o que é agora importante” é passar à prática, que seja de uma forma “mais discreta ou mais abertamente”.
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O chefe do Governo já tinha manifestado a convicção, na sexta-feira, em Aveiro, que é possível, até Abril, um acordo com o PS quanto aos limites da despesa pública, o que dará tranquilidade aos mercados para obter juros baixos após a saída da 'troika'.
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Passos Coelho reiterou este propósito hoje, em Bragança, à margem de mais uma sessão de esclarecimento sobre a sua recandidatura à liderança do PSD.
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“É muito importante vincar este aspecto: nós devemos procurar em matérias que são de fundo, um entendimento mais largado possível, podemos obtê-lo ou não”, declarou, ressalvando que “o país não deixará de prosseguir o seu caminho se esse entendimento não for alcançado”.
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Passos Coelho insistiu que Portugal fará “um caminho melhor” se houver esse entendimento e, por essa razão, este tem de ser procurado.
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O líder social-democrata quer um acordo com os socialistas sobre “a involução da despesa” e defendeu que “o país tem tudo a ganhar” se for possível um entendimento sobre o documento de estratégia orçamental que fixa esses objetivos até 2017.
O primeiro-ministro gostaria de “ter um entendimento a tempo” de o Governo remeter o documento ao Parlamento e à Comissão Europeia.
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Passos Coelho lembrou que “o líder do Partido Socialista já, em algumas ocasiões, afirmou que estava disponível e entedia que era importante que o PS se comprometesse externamente com uma involução da despesa no médio prazo” e frisou que o Governo tem “o mesmo objectivo”.
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