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Cristas não avança em Lisboa e deixa críticas às contradições de "Chicão"

A ex-presidente do CDS anunciou, no Facebook, que não será recandidata à autarquia lisboeta e fez críticas à atuação da direção centrista nesta matéria, que "considera simultaneamente responsável pela degradação do partido" e "uma boa candidata a Lisboa".

David Santiago dsantiago@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2021 às 13:19
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Assunção Cristas não será recandidata à câmara municipal de Lisboa nas eleições autárquicas previstas para este ano, anunciou a ex-presidente do CDS esta quarta-feira através da sua página de Facebook, esclarecendo qualquer dúvida que ainda persistisse quanto a essa possibilidade que vinha sendo alimentada inclusive pela própria direção centrista. Mas apesar de não se querer envolver nas eleições locais, Cristas aproveitou para deixar críticas pesadas à direção do partido.

"Apesar do apoio das estruturas locais do partido", Cristas, a ex-presidente do CDS, considera que "não estão reunidas as condições de confiança necessárias para ponderar uma candidatura". E são "três [as] razões essenciais" apontadas: desde logo o acordo quadro assinado entre o PSD e o CDS para as autárquicas; "o discurso contraditório da direção do CDS, que me considera simultaneamente responsável pela degradação do partido no último ano e uma boa candidata a Lisboa, somado ao parco interesse em falar comigo, num tempo e numa forma que fica aquém do que a cortesia institucional estima como apropriado; e os desafios profissionais que tenho pela frente".

A antiga governante admite ter mantido "ambiguidade" quanto a uma eventual candidatura "por entender que era um assunto para ser tratado com toda a atenção e cuidado ao nível da presidência do partido". E diz estar "convencida de que o espaço político do centro e da direita pode conquistar a câmara municipal de Lisboa, assim se una em torno de um projeto ambicioso para os lisboetas".

~ ` Câmara Municipal de Lisboa Passadas as eleições presidenciais, numa fase menos...

Publicado por Assunção Cristas em Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

"Para tal, na minha opinião, são necessários um bom programa e uma grande coligação, que junte CDS, PSD, os partidos do espaço político da direita democrática que o desejem, e tenha uma forte presença de independentes.

Cristas condiciona escolhas de "Chicão"
A atual vereadora em Lisboa acaba também por pressionar a direção liderada por Francisco Rodrigues dos Santos, agora relegitimada pela aprovação da moção de confiança no Conselho Nacional realizado no passado fim de semana, a assegurar que o candidato de uma potencial coligação PSD-CDS à autarquia da capital seja do CDS. 

"De acordo com o relacionamento histórico entre o PSD e o CDS, o critério a adotar deverá ser o resultado das últimas eleições autárquicas. Foi assim que aconteceu em 1979, quando Nuno Kruz Abecasis se tornou presidente da câmara de Lisboa, em consequência das eleições de 1976, que tinham dado 18,9% ao CDS e 15,2% ao PSD", argumenta recordando que em 2017, consigo própria como candidata, "o CDS teve 20,59%, o melhor resultado da sua história, [enquanto] o PSD teve 11,2%".

Numa outra crítica à atuação de "Chicão", Assunção Cristas defende ser "dever do presidente do CDS trabalhar no sentido de construir essa coligação a par de um método para, em conjunto, ser desenhado um programa sólido e ambicioso", contudo conclui que "até agora, isso não transpareceu". Penso, contudo, que vai a tempo de encontrar um bom nome, da área do CDS, para encabeçar uma coligação ganhadora", acrescenta.


Cristas compromete-se ainda a cumprir o respetivo mandato como vereadora - quando renunciou ao cargo de deputada à Assembleia da República decidiu manter-se na autarquia -, findo o qual irá dedicar-se "plenamente" à sua minha atividade profissional.


(Notícia atualizada)

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