Política EUA impõem tarifas de 25% sobre novos produtos chineses a partir de dia 23

EUA impõem tarifas de 25% sobre novos produtos chineses a partir de dia 23

Os EUA anunciaram esta terça-feira que vão impor tarifas aduaneiras de 25% sobre o equivalente a mais 16 mil milhões de dólares de produtos chineses importados pelo país, intensificando assim as tensões comerciais entre Washington e Pequim.
EUA impõem tarifas de 25% sobre novos produtos chineses a partir de dia 23
Reuters
Carla Pedro 07 de agosto de 2018 às 22:10

A disputa comercial entre os EUA e a China agravou-se mais um pouco esta terça-feira, depois de a Casa Branca anunciar que a partir de 23 de Agosto vai impor tarifas aduaneiras de 25% sobre o equivalente a mais 16 mil milhões de dólares de produtos chineses importados pelo país.

Segundo a Administração Trump, as alfândegas irão começar a a partir dessa data a cobrar taxas aduaneiras sobre 279 linhas de produtos, contra 284 itens na lista inicial.

 

No início de Julho, a Casa Branca decretou tarifas de 25% sobre 34 mil milhões de importações chinesas, mas o valor-alvo era de 50 mil milhões. O período de revisão dos restantes produtos que seriam alvo de tarifas adicionais, equivalentes a 16 mil milhões de dólares, para perfazer os 50 mil milhões, terminou no passado dia 1 de Julho – e ficaram em suspenso tarifas de 10% sobre o correspondente a 200 mil milhões de dólares produtos oriundos da China, com a promessa de que poderão vir a ser aplicadas mais tarde.

 

Terminado esse período, Pequim preparou-se e, na sexta-feira, 3 de Agosto, o governo chinês disse já ter mãos uma lista de 5.207 bens norte-americanos, avaliados em 16 mil milhões de dólares, pronta para ser utilizada caso os EUA avancem com o agravamento das tarifas de 10% para 25%.

 

E não é uma lista qualquer. A China decidiu atacar a dominância energética dos EUA, colocando na sua lista produtos como petróleo e gás natural liquefeito.

A reacção da Casa Branca, horas depois, foi anunciar que os EUA estavam abertos a novas conversações com Pequim no sentido de tentar resolver a disputa comercial entre as duas partes. Esta notícia aliviou os receios dos investidores, mas foi sol de pouca dura.


(notícia actualizada às 22:24)




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