Ministra da Administração Interna deixa Governo. Marcelo já aceitou demissão
Maria Lúcia Amaral já não é ministra da Administração Interna. A antiga provedora da Justiça apresentou o pedido de demissão que já foi aceite pelo Presidente da República.
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Maria Lúcia Amaral apresentou esta terça-feira o pedido de demissão do cargo de ministra da Administração Interna, tendo o Presidente da República aceitado a saída da governante. A antiga Provedora da Justiça era um dos nomes mais criticados no Executivo de Luís Montenegro pelas falhas na resposta às sucessivas tempestades que atingiram o país. O primeiro-ministro assume de forma transitória a pasta, indica uma nota publicada no site oficial da Presidência da República.
Segundo a mesma nota de Belém, a governante considerou “já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo”.
O pedido de demissão surge no mesmo dia em que os porta-vozes dos três ramos das Forças Armadas - Exército, Marinha e Força Aérea - e do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) terem indicado, numa conferência de imprensa conjunta, que apenas entraram no estado de "prontidão imediata" uma semana após a tempestade Kristin ter atingido o país porque os pedidos eram centralizados na Proteção Civil - tutelada por Maria Lúcia Amaral - até 30 de janeiro, data em que o Governo aprovou uma resolução para que as Forças Armadas respondessem aos pedidos dos municípios. A partir dessa data, explicaram, os pedidos aumentaram e a comunicação direta com as autarquias afetadas permitiu uma "resposta mais robusta".
Esta não é a primeira vez que Maria Lúcia Amaral é um dos principais alvos de contestação no seio do Governo, tendo sido ferozmente criticada na forma como liderou a resposta aos incêndios no último verão. A ministra tinha assumido o cargo em junho do ano passado e, nessa altura, foi particularmente contestada após ter abandonado uma conferência de imprensa com as palavras “vamos embora”.
“Não sei o que é que falhou. Não posso dizer exatamente o que é que falhou, porque o sistema é complexo”. Mais recentemente, após a depressão Kristin, esta frase de Maria Lúcia Amaral levou a que a sua demissão fosse vista como inevitável, tendo o líder do Chega, André Ventura, praticamente exigido a “cabeça” da ministra. A governante ainda tentou defender a ausência no terreno alegando que “há muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade”.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, reagiu à saída da governante, considerando que a sua demissão “é a prova de que o Governo falhou na resposta nesta emergência”. Pedro Curvelo
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