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Manuela Moura Guedes sente-se "condicionada" por pressões do Governo

A pivô da TVI diz que está de consciência tranquila em relação ao seu desempenho profissional no polémico Jornal Nacional da TVI. "Mas sinto que tenho que ter mais cuidado", afirma Moura Guedes, em relação ao acompanhamento do caso Freeport.

Elisabete de Sá esa@negocios.pt 29 de Maio de 2009 às 18:57
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A pivô da TVI diz que está de consciência tranquila em relação ao seu desempenho profissional no polémico Jornal Nacional da TVI. “Mas sinto que tenho que ter mais cuidado”, afirma Moura Guedes, em relação ao acompanhamento do caso Freeport.

As declarações de Moura Guedes surgem no âmbito de uma entrevista que será publicada na edição de amanhã do “Expresso”, na qual aborda os dois episódios mais recentes que foram alvo de polémica: o confronto com José Sócrates a propósito do tratamento noticioso dado ao caso Freeport e a discussão em directo com Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados.

Moura Guedes diz-se cansada e desgastada com a “estratégia de pressão” montada pelo Executivo socialista e diz-se assustada por “algumas atitudes” de José Sócrates. “Se [a informação em Portugal] não fosse tão subserviente, o primeiro-ministro podia fazer aquele número inacreditável, dirigindo-se ao país para criticar um jornal da forma como fez”, critica.

Recorde-se que jornalista e Primeiro-ministro anunciaram que se iriam processar mutuamente na sequência do caso Freeport. A 22 de Abril, em entrevista à RTP, Sócrates acusou o Jornal Nacional da TVI de sexta-feira de ser um espaço de “caça ao homem” e um “telejornal travestido” feito de “ódio e perseguição pessoal”. “Sinto que tenho de ter mais cuidado. Estou muito mais limitada. Sinto-me condicionada”, declara agora Moura Guedes.

Esta entrevista surge numa altura em que a jornalista tem sido alvo de várias críticas motivadas pelo seu desempenho enquanto apresentadora do Jornal Nacional. Na sequência de uma dezena de queixas, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) condenou ontem a TVI por “desrespeito de normais ético-legais aplicáveis à actividade jornalística”, considerando que aquele programa colocou “em causa o respeito pela presunção da inocência dos visados nas notícias”.

Hoje, foi a vez do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas reprovar também aquele espaço noticioso. “Considera-se inaceitável que, para além de outros aspectos, na apresentação das notícias, o jornalista confunda factos e opiniões e se exima da responsabilidade de comentar as notícias com honestidade”, refere o comunicado, acrescentando ainda que “os pivôs devem estar claramente conscientes de qual o seu papel, se o de ‘entertainer’ ou o de jornalista, não devendo confundir o conflito e o espectacular com a importância das notícias”, aponta este órgão, em comunicado.

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