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Ministra das Finanças nega informações "passíveis de gerar alarme"

Maria Luís Albuquerque garante nunca ter transmitido ao PS, através de Mário Centeno, "preocupações ou informações" sobre temas fora do conhecimento público ou "passíveis de gerar alarme público".

Lusa 17 de Outubro de 2015 às 19:25
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Esta afirmação consta de um comunicado do PSD hoje divulgado, assinado por Maria Luís Albuquerque, em resposta à acusação feita na sexta-feira pelo secretário-geral do PS, António Costa, na TVI24, de que o Governo cessante está a "omitir e a esconder do país dados sobre a situação efetiva e real" em que se encontra Portugal.

"Em política não vale tudo e do PS esperar-se-ia um comportamento responsável e verdadeiro perante os portugueses", critica a cabeça de lista por Setúbal e deputada eleita pela coligação PSD/CDS-PP.

Na sua entrevista à TVI24, António Costa falou em "surpresas desagradáveis" sobre a situação do país que terão sido referidas nos dois encontros que houve entre delegações do PSD, CDS-PP e PS - nos quais a ministra das Finanças não participou - e não mencionou a reunião de segunda-feira entre Maria Luís Albuquerque e Mário Centeno.

Contudo, hoje, em conferência de imprensa, o porta-voz do PSD, Marco António Costa, ao responder à acusação que tinha sido feita pelo secretário-geral do PS, entendeu falar nessa reunião. "Não há nada que possa justificar esta afirmação, tanto quanto me foi transmitido", disse.

Em seguida, o porta-voz do PSD adiantou que a ministra das Finanças em exercício haveria de dar esclarecimentos sobre o assunto: "Estou certo de que doutora Maria Luís Albuquerque não deixará de esclarecer publicamente o conteúdo dessa reunião e de dar aos portugueses toda a informação que comprova a transparência e a veracidade de toda a situação da nossa economia e das nossas contas públicas".

Horas depois, foi divulgado este comunicado do PSD em que Maria Luís Albuquerque declara que "a situação das finanças públicas portuguesas é absolutamente transparente e é permanentemente auditada por entidades independentes nacionais e externas".

"Nada do conteúdo da referida reunião é susceptível de suportar as insinuações proferidas pelo secretário-geral do PS, nem no decorrer da mesma foram suscitadas quaisquer preocupações ou informações sobre temas que não sejam do conhecimento público ou que sejam passíveis de gerar alarme sobre a situação actual e perspectivas futuras do país", acrescenta.

Maria Luís Albuquerque começa por enquadrar a qualidade em que contactou e depois se reuniu com o coordenador do cenário macroeconómico do PS, dizendo que o fez "a pedido do presidente do PSD, doutor Pedro Passos Coelho, e na qualidade de militante e deputada eleita do PSD".

A social-democrata adianta que a reunião com Mário Centeno teve lugar na segunda-feira e o conteúdo "resultou das questões que o PS tinha colocado por escrito, no dia 10 de Outubro, e decorreu no âmbito do processo negocial encetado com a Coligação Portugal à Frente, vencedora das eleições legislativas".

Segundo a ministra das Finanças, "as questões foram essencialmente focadas em aspectos macroeconómicos e orçamentais" e "toda a informação relevante disponível, designadamente sobre a execução orçamental de 2015 e ponto de situação da actualização do cenário macroeconómico, foi fornecida verbalmente e remetida posteriormente também por escrito".

"As alterações ao cenário macroeconómico prendem-se com a actualização das hipóteses externas e a evolução mais positiva na taxa de desemprego e na decomposição do Produto Interno Bruto (PIB)", justifica.

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